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Rio Grande do Norte

05/12/2016


Natal só trata 40% dos esgotos

Fundamental para evitar doenças  e promover a saúde pública, o saneamento básico  ainda demora alguns anos para ser realidade em Natal.  Em apenas 40% da capital a coleta de esgotos está implantada e em operação, ou seja,os dejetos são coletados e encaminhados para alguma Estação de Tratamento.

Em cinco anos, o número de ligações de esgoto cresceu 27,2%, passando de 136.658 em 2011, para  173.777 neste ano. O faturamento da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) com o serviço cresceu em um percentual maior: 69,4%, passando de R$ 4.981.959,17 para  8.438.084,96.  As novas obras de saneamento tem a intenção de  universalizar o sistema de tratamento de Natal, segundo Paulo Vieira Cunha,  engenheiro do Grupo de Acompanhamento de Obras Especiais (GAO), da empresa.

Os planos da Caern é deixar Natal 100% saneada até 2018. Desde o início do ano passado, quando a etapa atual das obras de saneamento começaram, foram instalados 471 km de tubulação. No entanto, a rede só será ativada quando duas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) e 53 Estações Elevatórias forem concluídas.

É caso da avenida Prudente de Morais, no trecho em Candelária, onde mora o autônomo José Carlos Lopes, 41 anos. Naquela área, a Caern instalou a tubulação mas ainda não ligou a rede. “Ainda não recebi notificação para pagar taxa de esgoto. Disseram que isso ainda vai demorar a ser feito”, disse José Carlos.

O engenheiro Paulo Vieira garantiu que maior parte do esgoto coletado na capital é enviado para estações de tratamento. A única exceção é uma área do Bairro Nordeste, na zona Norte da capital.  “A Caern está construindo uma estação elevatória para enviar o esgoto para a Estação de Tratamento de Esgoto do Baldo. É que na Lagoa do Bairro Nordeste  existe uma ETE muito antiga, que será desativada depois que a obra que está sendo executada for concluída” disse. Ainda segundo Paulo, a  zona Norte é a que tem os piores índices de saneamento.

De acordo com  explicações  da Caern, a liberação dos recursos para a obra, se dá em parcelas, de acordo com os cronogramas físico e  financeiro  do  empreendimento. “À medida em que vão sendo assinados os contratos, a Caern vai solicitando a liberação dos valores. O cronograma é um espelho para que o Governo Federal se programe para a época em que vai precisar liberar o dinheiro previsto”,  engenheiro do Grupo de Acompanhamento de Obras Especiais. Caso a obra avance mais rápido do que  o  esperado,  segundo  a Caern, é possível que a liberação do recurso ocorra de forma mais célere, basta que haja a solicitação da Companhia.

Atualmente 75 mil pessoas pagam a taxa de 70% sobre o valor da conta de água. Após a conclusão da obra, a perspectiva da Caern é de ter 108 mil novos usuários. O esgotamento sanitário atua diretamente na qualidade de vida da população. Suas contribuições para a saúde são significativas, já que o índice de doenças adquiridas por via hídrica é alto e tem como principal causa a contaminação dos mananciais e fontes de água.   De acordo com dados do Ministério da Saúde, a cada R$ 1 gasto em saneamento, R$ 4 são economizados em gastos com saúde pública.

Tribuna do Norte

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