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Pernambuco

07/07/2015


Negociação entre rodoviários e patrões não avança e terá nova reunião

A rodada de negociação salariais entre o Sindicato dos Rodoviários Urbanos de Pernambuco e o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE), que aconteceu durante a tarde desta segunda-feira, não teve avanços. Na próxima quinta, haverá a contraproposta.

Motoristas e cobradores, em campanha salarial. De acordo com Benilson Custódio, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Pernambuco, a categoria se comprometeu com o Ministério Público do Trabalho a não realizar paralisações até que o processo fosse concluído. No entanto, na sexta-feira passada, dissidentes organizados pel o grupo Conlutas parealisaram parcialmente o transporte de passageiros, fechando o tráfego das avenidas Guararapes e Conde da Boa Vista. Por cerca de três horas uma faixa das vias foi tomada por dezenas de coletivos enfileirados. Os condutores pararam e desligaram os veículos, fazendo com que os passageiros descessem sem prosseguir viagem. As manifestações deixaram o trânsito bastante complicado no centro do Recife.
Para o sindicalista, questões políticas podem estar por trás da questão. "Um integrante deste grupo faz parte da mesa de negociação, Josivan Costa, que também assinou esse termo de responsabilidade, mas não está cumprindo o acordo. Ele é ligado a Aldo Lima, que pretende ser candidato a vereador. Não podemos levar essa impaciência para a categoria. Nosas data base é 1º de julho e tudo o que for acertado levará em conta essa data retroativa. Até agora a negociação acontece normalmente e não há motivos para dissídio", explicou Custódio.

Dos 95 itens da pauta de reivindicações apresentada, vinte e dois foram acordados, dois excluídos e os últimos oito, ligados à questão econômica, teriam travado o processo. Os rodoviários pedem que as empresas paguem integralmente ou ao menos 50% do plano de saúde; participação nos lucros com o pagamento de R$500 a cada semestre; reajuste salarial de 30% sobre o piso,atualmente de R% 1.775 para motorista e R$812 para cobrador; equiparação salarial para que o cobrador ganhe 70% do que ganha o motorista; tíquete alimentação de R$ 12 ao dia e cesta básica calculada em R$312 pelo Dieese para o mês de férias.

Os dissidentes alegam que aumento da passagem ocorreu, mas o trabalhador não foi contemplado. Os líderes do movimento afirmam ter entregue ao sindicato patronal, o Urbana-PE, um documento para que não seja votado o dissídio, por reajuste salarial de 30% e tíquete de R$300. 

Diário de Pernambuco

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