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Brasil

17/10/2013


Nos bastidores, Serra mantém articulação intensa por candidatura presidencial

ELEIÇÕES 2014

O ex-governador José Serra trabalha sem alarde, mas está muito longe de ter desistido de uma candidatura presidencial. Desde que veio à tona a notícia sobre a aliança da ex-senadora Marina Silva com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o tucano voltou a conversar com seus principais interlocutores dentro do PSDB para manter aberta a porta da disputa presidencial. Para interlocutores próximos, aliás, Serra é mais candidato que nunca.

Embora a tese de uma prévia esteja totalmente descartada, Serra avalia que tem condições de convencer uma fatia maior do PSDB a apoiá-lo, dependendo do cenário que tomar forma até o início do ano eleitoral.

Da conversa que teve semanas atrás com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), na qual sacramentou sua permanência no PSDB, o ex-governador paulista saiu com o entendimento de que o nome do candidato à Presidência só será formalizado entre março e abril do ano que vem.

A avaliação que fez com interlocutores próximos é de que a data só tem a favorecê-lo. Isso porque, na visão do tucano, o eleitorado só começará a se informar de fato sobre o cenário eleitoral após o carnaval.

Até lá, acredita Serra, a tendência é de que a dobradinha Eduardo Campos-Marina Silva ganhe projeção, podendo quem sabe passar Aécio nas pesquisas de intenção de voto. Enquanto isso, ele próprio pretende seguir viajando o país em eventos, com um discurso crítico ao governo petista. O próximo destino de Serra deve ser a Bahia.

No início desta semana, a conta que tucanos próximos a Serra faziam era a de que, no fim das contas, foi bom ele não ter deixado o PSDB. Se tivesse aceitado o convite do PPS, por exemplo, teria que lidar não só com os desdobramentos da união de Marina com Campos, como também com um aumento de sua rejeição, alimentada pela troca de partido.
 

iG Poder

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