menu

Brasil

02/06/2014


Obama planeja metas ambiciosas para a redução de emissões de carbono

EUA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve anunciar nesta segunda-feira (2) novas regras para usinas de geração de energia a partir da queima de carvão com objetivo de cortar drasticamente as emissões que contribuem para o aquecimento global.

De acordo com a imprensa local, o objetivo seria reduzir a poluição de carbono de cerca 600 usinas em 30% até 2030, em comparação com os níveis de 2005. Os críticos dessa medida, porém, argumentam que as novas regras provocarão o fechamento de usinas e o aumento do preço da eletricidade.

"Tenho a intenção de garantir que a América está à frente no cenário global para preservar o nosso planeta", disse Obama em um discurso na semana passada.

"A influência americana é sempre mais forte quando nós lideramos pelo exemplo. Não podemos nos isentar das regras que se aplicam a todos os outros."

Os detalhes do plano ainda não foram revelados, mas os jornais Wall Street Journal e New York Times citam fontes informadas sobre o assunto. As emissões de carbono caíram desde 2005, de modo que a redução total quando comparada com os últimos anos será de menos de 30%.

Funcionários do governo têm descrito as novas regras como um passo para a realização de uma promessa que Obama fez em seu primeiro ano de governo – fazer cortes substanciais nas emissões de carbono dos EUA até 2020.

Oposição

O presidente democrata tem sido incapaz de persuadir os republicanos no Congresso a votar novas leis sobre mudança climática. Um esforço para aprovar uma lei que limitasse as emissões de dióxido de carbono e que permitisse às empresas comprar e vender licenças para poluir foi bloqueado em 2010 por senadores republicanos.

Agora, o novo plano do governo Obama se baseia em uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, de 2007, que deu a um órgão do Poder Executivo, a Agência de Proteção Ambiental, a capacidade de regular o dióxido de carbono.

Uma vez que as novas diretrizes sejam estabalecidas, caberá a cada Estado desenvolver uma estratégia para alcançá-las. Isso pode incluir o aumento de energia nuclear ou solar, a mudança para gás natural, ou a doação de um sistema de comércio de emissões.

 

(do iG)

Notícias relacionadas