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Ceará

21/06/2016


Obras viárias transformam trânsito na Parangaba e no Cocó

Diante do longo congestionamento, às 7 horas de ontem, dezenas de pessoas saltavam dos transportes coletivos, na avenida Godofredo Maciel, e seguiam a pé em direção ao Terminal da Parangaba ou até a primeira parada após ele. “Abre aí a porta, motorista. Tá dando mais pra aguentar, não”, pedia a vendedora Patrícia Martins, 24, no ônibus havia mais de uma hora. “Pra chegar no terminal, a gente leva 20 minutos. Hoje tá desse jeito”, reclamava, com a filha Júlia, de 2 anos, no colo.

O motivo do congestionamento era a retirada da via férrea da rua Carlos Amora, na Parangaba, com nivelamento do pavimento da passagem de nível. O trabalho começou na noite da última sexta-feira, 17. No trecho, que faz parte das intervenções do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), como não há alternativas de fluxo, os congestionamentos são inevitáveis. Várias linhas de ônibus sofreram desvio.

Disraelli Brasil, chefe do Núcleo de Operações da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), pede que os motoristas evitem o trecho ao redor do Terminal da Parangaba até a próxima terça, 28, quando a totalidade da obra na área deve ser concluída. Conforme a autarquia, agentes atuam na região em todos os turnos, em 11 motos e cinco viaturas, além de pontos fixos.

O mecânico Ricardo Afonso de Oliveira, 48, que trabalha na avenida Silas Munguba, desde cedo viu a fila de ônibus se formar na via. Ele mora no Montese, bem próximo à oficina, e mesmo seguindo sobre duas rodas levou 40 minutos para chegar de casa ao trabalho.

Cocó

Já no bairro Cocó, outro desvio de tráfego começou no último sábado, 18, para desespero da empresária Carolina Pedroso, 33. “Eu sei que é para o benefício da Cidade. Acontece que passar por esse tipo de obra é muito desgastante pelos engarrafamentos”, aponta. No local, foi feito desvio para viabilizar a continuidade das obras do túnel no cruzamento entre as avenidas Santana Júnior e Antônio Sales. “Eu sei que vai ser bom quando acabar. Mas até lá, a gente sofre”, lamenta.

Com as obras, uma lanchonete, uma imobiliária e uma loja de decoração e de roupas ficaram ficaram prejudicadas. O empresário do ramo de fast food Wilton Wagner Fernandes, 50, conta que a loja deve ter, no período da obra, 35% de queda no faturamento. “Mas a gente pensa no depois e em como vai valer a pena com a conclusão das obras”, confia.

No trecho entre a rua Carolina Sucupira e a avenida Padre Antônio Tomás, Disraelli Brasil conta que a AMC fará monitoramento para evitar os congestionamentos. Conforme o órgão, no Cocó os agentes atuam em pontos fixos, além de sete motociclistas e duas viaturas.

O Povo

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