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Alagoas

20/01/2017


Operação apreende R$ 47 mil nas casas de ex-prefeitos de Alagoas

Promotores que integram o Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL) apreenderam, nesta sexta-feira (20), R$ 47 mil que estavam nas casas do ex-prefeito de Ouro Branco, Atevaldo Cabral, e de Poço das Trincheiras, José Gildo. Os promotores cumpriram mandados de busca e apreensão em secretarias dos dois municípios, bem como nas casas dos ex-gestores. Suspeita-se que eles firmaram contratos superfaturados entre o Poder Executivo Municipal e empresas de eventos e alugueis.

De acordo com o Ministério Público, o dinheiro encontrado na casa de Atevaldo Cabral foi apreendido visto que o ex-prefeito não apareceu para explicar a origem do valor. Apenas a esposa dele estava na casa. Ela ainda chegou a avisá-lo, por telefone, que o Gecoc e a polícia estavam em sua residência, mas, mesmo assim, Atevaldo não apareceu e, logo depois, desligou o celular.

Durante o cumprimento de mandados nas cidades sertanejas, os integrantes do Gecoc também encontraram dinheiro em espécie na casa do ex-prefeito de Poço das Trincheiras, José Gildo Rodrigues. O montante foi calculado em R$ 12.720. Em ambos os casos, os promotores decidiram apreender os valores porque os suspeitos não conseguiram comprovar a origem lícita do dinheiro. Todo o material apreendido será alvo de investigação por parte do Gecoc.

Por meio da assessoria, o MPE garantiu que se os ex-gestores comprovarem a origem dos recursos, o dinheiro será devolvido para os respectivos donos.

A operação

Tal como ocorreu ontem em Pão de Açúcar e Maravilha, o Gecoc busca apreender documentação relacionada a atividades das Secretarias Municipais de Finanças, Administração e Cultura, das Comissões Permanentes de Licitação (CPL) e dos setores de contratos.

De acordo com o Gecoc, tal documentação pode comprovar a prática de peculato por parte dos ex-prefeitos e supostos funcionários que tenham contribuído para o dano ao erário durante os anos de 2013 a 2016. José Gildo Rodrigues Silva e Atevaldo Cabral Silva são suspeitos de comandar esquemas fraudulentos quando estiveram a frente da Administração Municipal no período em destaque. O Ministério Público estima que as cifras dos prejuízos ao erário cheguem a milhões de reais.

Gazeta da Web

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