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Bahia

12/01/2017


Oposição define até dia 20 apoio na AL-BA

Diante de três candidatos da base governista concorrendo à presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a oposição se encontra em uma situação complicada e que requer muita habilidade política e um pouco de sorte. Sem candidato no momento, embora a possibilidade não tenha sido descartada pelo deputado estadual Marcell Moraes (PV), a minoria precisa decidir em quem votar.

Ângelo Coronel (PSD), Luiz Augusto (PP) ou no atual presidente, Marcelo Nilo (PSL). “Temos até o dia 20 para decidir. Vamos fazer uma consulta interna para saber a preferência de cada deputado e chegar a um consenso. Hoje [ontem] temos reuniões marcadas, e também na próxima segunda”, informou o versista, sem descartar o lançamento de uma candidatura do bloco. “Não temos um nome ainda. Eu havia colocado o meu, mas o retirei estrategicamente. O que precisamos é chegar a um consenso”, reiterou.

O parlamentar contou também que ele e os colegas de bancada recebem ligações diariamente de todos os candidatos propondo acordos em troca de apoio. Pelo que tudo indica, Nilo é o dono dos telefonemas mais ostensivos; nos bastidores, comenta-se que o presidente oferece favores e nunca se mostrou tão solícito. De acordo com Moraes, não há uma tendência definida, mas, na avaliação de Luiz Augusto, é certo que a oposição não marchará com Nilo. Em conversa com a Tribuna na última semana, o progressista disse que “a oposição elaborou um documento e um dos pontos, uma das exigências para o apoio, é que não haja reeleição”. “Então eles não devem apoiar Nilo”, sentenciou.

Independente de quem seja, o candidato que receber o apoio dos 20 parlamentares que compõem a minoria certamente será o vitorioso. “Ainda não sei exatamente em que pé estão as conversas, mas a possibilidade foi ventilada na última reunião. Se a oposição não tiver espaço na Mesa, vamos ficar à parte das decisões, e isso é ruim”, disse o deputado Hildécio Meireles no início do mês.

As eleições estão marcadas para o início de fevereiro, e o bloco precisa agilizar para que não saia do pleito ainda mais encolhida. Caso o escolhido para receber os votos perder, os oposicionistas podem ficar de fora da mesa diretora e sem espaço em comissões, o que também ocorrerá caso lancem uma candidatura própria. Esse cenário, inclusive, é o menos provável, já que em dezembro foi oficialmente anunciado que isso não aconteceria.

Tribuna da Bahia

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