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Pernambuco

27/06/2016


Oposição diz que há obstrução em investigação de morte de empresário

A apuração sobre a morte de Paulo César Barros Morato, apontado como um dos testas de ferro do esquema investigado pela Operação Turbulência, que apura o pagamento de propinas a campanhas eleitorais incluindo a de reeleição do ex-governador Eduardo Campos (PSB) em 2010 e à Presidência, em 2014, pode ser federalizada. Partidos de oposição suspeitam que tenha havido tentativa de obstruir os trabalhos de investigação uma vez que os peritos papiloscopistas teriam sido impedidos de fazer a perícia no quarto de motel onde o corpo do empresário foi encontrado.

Nesta segunda-feira (27), membros da bancada de posição da Assembleia Legislativa de Pernambuco pedirão esclarecimentos ao secretário de defesa Social, Alessandro Carvalho, e ao governador Paulo Câmara (PSB). "Vamos esperar que o governo se pronuncie. Se isso não ocorrer, vamos acionar o Ministério Público Federal e Polícia Federal para que esse processo seja tratado da forma mais transparente possível, porque a sociedade cobra explicações sobre o caso", disse o líder da bancada de oposição, Silvio Costa Filho (PRB).

O caso ganhou ares ainda mais pesados após o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) divulgar nota afirmando que irá acionar o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para que seja aberta uma investigação sobre a denúncia de que os papilocopistas teriam sido impedidos de realizar a perícia no quarto do motel onde o corpo do empresário foi encontrado. "Os peritos foram ao motel quinta-feira (23) pela manhã colher impressões digitais, procedimento de rotina em todo crime para definir quantas pessoas estavam no local, mas disseram que havia ordem da SDS para eles recuarem, sem nenhuma justificativa", disse o presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros.

Por meio de nota, a SDS afirmou que as perícias necessárias foram realizadas na noite da última quarta-feira (22), quando o corpo foi encontrado. Morato era apontado pela Polícia Federal como o proprietário de uma empresa de terraplanagem que teria recebido R$ 18,4 milhões da empreiteira OAS. O dinheiro, segundo agentes da Operação Turbulência, teria sido desviado de obras da Transposição do Rio São Francisco para campanhas eleitorais ligadas ao ex-governador Eduardo Campos.

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