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Brasil

07/05/2014


Oposição ensaia novos passos e Paulo Souto endurece discurso contra o PT

Bahia

A campanha eleitoral começa de forma oficial daqui a um mês, mas o clima já é de acirramento nas estratégias da oposição, liderada pelo pré-candidato ao Palácio de Ondina, Paulo Souto (DEM). O postulante e seus aliados já afinaram o discurso contra o governo petista e devem intensificar a tática durante o encontro da chapa em Jequié, no próximo sábado. O município é o segundo a ser visitado, após o lançamento da composição, mês passado. O evento será no Jequié Tênis Clube (JTC), a partir das 9h30. Souto, que até o momento dosava as palavras, resolveu endurecer nas críticas, sobretudo, na avaliação sobre o governo atual, ontem, em entrevista a Rádio Sociedade.
 ”O PT baiano deveria pedir desculpas ao povo pela tragédia que seu governo vem causando à Bahia na segurança pública, na saúde e na educação”, afirmou o pré-candidato. Souto centrou o discurso contra o que considera um dos problemas que reafirmam o cenário negativo do estado: o crescimento da violência. “Em pouco mais de sete anos, 34 mil baianos foram assassinados, número de vítimas superior ao da guerra do Iraque. Salvador tornou-se a 13ª cidade mais violenta do mundo, onde os bandidos não dão trégua aos cidadãos. No último domingo, houve o crime bárbaro da professora que foi, com o filho de cinco anos, comprar pão e acabou sendo assassinada por ladrões”, citou.
O pré-candidato também criticou áreas básicas, como saúde e educação pública. “É inadmissível que pacientes dependentes de remédios de alta complexidade não estejam tendo acesso aos medicamentos por causa do descompromisso do governo com a vida das pessoas, que é notório na questão da segurança e se evidencia diariamente na saúde pública em hospitais e postos de saúde”, disparou. Segundo ele, a Bahia tem um dos ensinos mais mal avaliados do País. “Será que os nossos jovens não merecem uma oportunidade na vida?”, questionou, determinando que esses setores seriam pontos de prioridade em um suposto governo seu. O democrata destacou a necessidade de se recuperar esses serviços públicos essenciais e lembrou o potencial dos protestos de ruas. “O povo mandou este recado nas manifestações de 2013. Não ouviu quem não quis”.
Petistas rebateram as falas do democrata ontem em discurso na Assembleia Legislativa. O líder da bancada, Rosemberg Pinto, disparou contra a “perseguição com os prefeitos”, durante o governo de Souto. “Ele não atendia os prefeitos. Diferente de nosso governo que, independente do partido, atende a todos”. Conforme o líder petista, o governo Wagner não conseguiu resolver todas as demandas porque Souto teria deixado um déficit social “que precisará mais vinte anos para resolvermos”. 

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