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Internacional

27/11/2015


Países vulneráveis a alterações climáticas se aliam para negociações

Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe fazem parte dos 43 países do mundo mais vulneráveis às alterações climáticas e unidos em uma aliança de "pressão e negociações", disse o especialista guineense sobre clima Viriato Cassamá.
Os três países lusófonos fazem parte da aliança dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, que representam 28% dos países em desenvolvimento, um quinto do total de membros da ONU e 5% da população mundial.
Em comum, eles têm também o fato de serem todos "altamente vulneráveis às alterações do clima", como toda a África, assinalou Cassamá.
O continente sofre devido à "fraca capacidade técnica e financeira para enfrentar os efeitos devastadores das alterações climáticas", notou o especialista guineense que já está em Paris para participar da conferência da Organização das Nações Unidas sobre alterações climáticas (COP21) como assessor do secretário de Estado do Ambiente de Guiné, Seco Cassamá.
Os três países de língua portuguesa estarão do mesmo lado nas negociações, que começam na segunda-feira (30), com o objetivo de levar os países poluentes a assumirem um compromisso com metas para a redução de emissões de gases de efeito estufa.
Coordenador de projetos ligados à agricultura, recursos hídricos e mudanças climáticas na Guiné-Bissau, Viriato Cassamá diz que falta conhecimento a estes países sobre as causas e consequências dos fenômenos climáticos.
"É preciso fazer um estudo mais aprofundado das vulnerabilidades. É preciso usar modelos matemáticos, porque grande parte das comunicações que se fazem na África são sobre aquilo que se vê, os depoimentos históricos. Mas é preciso, na verdade, usar a ciência", defendeu.
A COP21, que ocorrerá entre 30 de novembro e 11 de dezembro, vai reunir em Paris pelo menos 147 chefes de Estado e de Governo, entre os representantes de 195 países, que tentarão alcançar um acordo vinculativo sobre a redução de emissões de gases com efeito de estufa que permita limitar o aquecimento da temperatura média global da atmosfera a 2 graus centígrados acima dos valores registrados antes da revolução industrial.

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