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Brasil

21/11/2016


Para atender regras internacionais, BB aposenta funcionários e fecha agências

O presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, disse nesta segunda-feira (21) que a reestruturação do banco – com o fechamento de agências e plano de aposentadoria incentivada a funcionários – é essencial para que a instituição consiga alcançar 9,5% de capital principal em janeiro de 2019. O índice é uma exigência das novas regras de Basileia 3, acordo internacional que mede a relação entre o capital de um banco e o volume de empréstimos.

Instituição espera uma economia anual de R$ 3,798 bilhões, caso os 18 mil funcionários habilitados escolham deixar o banco em troca de benefícios. Banco fechará 402 agências em todo o país e transformará outras 379 em postos de atendimento ao longo do próximo ano.

Atualmente, segundo Caffarelli, o nível de capital principal do banco é de 9,07%. "Essas medidas têm um papel significativo nesse movimento. Temos que melhorar nossa rentabilidade, cortar despesas e focar na constituição de um índice nos moldes requeridos sem contar com aportes do Tesouro", afirmou.

O presidente do BB disse que, por uma questão prudencial, o banco quer se antecipar à data da exigência e pretende alcançar os 9,5% em julho do ano que vem. "Estamos trabalhando nesse processo do capital sem contar com efeitos extraordinários, como a venda de ativos", afirmou.

Atualmente, a parte dos acionistas no patrimônio exigido é de 4,7%, mas, pelas regras de Basileia 3, esse piso ficará entre 7% e 9,5%. Esse adicional de capital próprio vai fazer com que o índice de Basileia – atualmente em 11% – chegue a 13% em 2019.

Caffarelli disse que o índice de capital principal do banco vem aumentando ao longo dos últimos meses. Em setembro de 2015 era de 8,07%, em março deste ano aumentou para 8,26% e junho passado chegou a 8,42%.

iG

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