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Brasil

12/11/2014


Parte de bancada do PT propõe apoio a nome alternativo do PMDB

Uma parte da bancada do PT defendia, na tarde de terça-feira (11), que o partido aceite a candidatura de um peemedebista para a presidência da Câmara, desde que não seja ligado ao atual líder do partido na Casa, Eduardo Cunha (RJ). Seria uma maneira, segundo um petista defensor da proposta, de não acirrar os ânimos entre Cunha e o peemedebista Michel Temer, vice-presidente da República reeleito e principal fiador da aliança entre os dois partidos. Seria também uma alternativa às indicações feitas pelo PT e PMDB. Pelo acordo entre os dois partidos – os maiores da Casa -, petistas e peemedebistas devem se alternar na presidência. A indicação, agora, caberia ao PT. O vice-líder petista Paulo Teixeira (SP) diz que a bancada vai se reunir para indicar um nome do próprio partido e não do PMDB.

A eleição para a presidência da Câmara será no início de fevereiro. Eduardo Cunha já lançou o seu nome. Ontem, ele recebeu o apoio do oposicionista Solidariedade. Deverá ter a adesão também do PTB e PSC. O PR compõe o mesmo bloco, mas dialoga com o governo. O líder peemedebista é considerado um desafeto da presidenta Dilma e sua vitória na disputa no Legislativo é vista por muitos petistas como uma derrota pessoal da presidenta reeleita. Por isso, existe um movimento dentro do partido para que Cunha não fique com o cargo. Além disso, a vitória do deputado também enfraqueceria o papel de Temer dentro do PMDB, o que pode causar danos também na relação entre o partido e o governo. Durante a disputa presidencial, Cunha foi um dos peemedebistas que incentivaram dissidências, como a chapa Aezão no Rio, seu reduto político.

Deputado mineiro prefere esperar
Enquanto PT e PMDB esquentam a disputa pelo comando da Câmara, a ordem entre outros possíveis candidatos é esperar antes de decidir os próximos passos. “Como se diz lá na minha terra, o momento agora é de pajear a boiada”, afirma o deputado mineiro Júlio Delgado (PSB). Ele já disputou o cargo na eleição passada e teve uma votação considerada expressiva pelo seu partido. Além da eleição da Mesa Diretora, o PSB ainda tenta acertar a formação de um bloco próprio no novo Parlamento, que pode ser independente ou oposicionista. Delgado usa as várias reviravoltas na disputa presidencial para justificar a “cautela” com que trata o assunto.

Herdeiro político
João Campos, filho do ex-governador Eduardo Campos (PSB), morto em agosto, é cotado para ocupar a Secretaria da Juventude do governo de Paulo Câmara, em Pernambuco. Mas fala-se ainda em um cargo para ele na equipe do prefeito de Recife, Geraldo Júlio, também do PSB.

Banqueiro não acredita em “País dividido”
O presidente do Banco BTG Pactual, André Esteves, diz não ver muita mudança no segundo governo da presidenta Dilma Rousseff (PT). Acredita haver 75% de chances de “as coisas continuarem iguais”. E acrescenta: “Não acredito em país dividido. Temos campos políticos mais definidos. E isso é um sinal de democracia mais amadurecida", avaliou o banqueiro, durante o Fórum de Empreendedores do Lide.

Esteves elogiou “nova safra política”
Ao comentar a última eleição, André Esteves disse considerar o processo eleitoral no Brasil “o mais eficiente do mundo”. Em sua avaliação, melhorou o quadro dos políticos eleitos em outubro. "Estamos melhorando as safras políticas. De modo geral, na maioria dos estados e cidades funcionou a meritocracia. Silenciosamente, sem perceber, estamos andando para frente”, afirmou. Ele reclamou da política de preços da Petrobras. “Está acabando com o setor do etanol. Já disse isso pessoalmente para a Dilma”.

“Houve um vento muito forte de críticas ao PT em São Paulo. Mais forte do que em épocas anteriores”
Eduardo Suplicy (PT-SP), senador não reeleito, ao comentar o resultado das urnas em seu Estado

*Com Leonardo Fuhrmann e Lea De Luca

 

(Do iG)

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