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Brasil

17/12/2013


Partidos não assumem posições de direita

NESTA EDIÇÃO

O Brasil não possui partidos políticos de direita e muito menos de extrema direita. Pelo menos é o que dizem as 32 legendas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o final de outubro deste ano. Se levarmos em conta apenas o critério de auto definição e colocássemos os partidos em uma linha, Democratas e Partido Progressista seriam os que estariam mais à direita, porém muito longe do extremo: são os únicos que se consideram de centro-direita.

Apesar de muitos partidos assumirem pautas extremamente conservadoras, e por consequência, de direita, nenhum dos dirigentes e parlamentares das siglas que têm relação com este ideário político assume o ‘rótulo’ de direitista.

Nesta edição da Revista NORDESTE, que está nas bancas, você vai ver que a explicação para este fenômeno tem raiz no regime militar que governou o Brasil entre 1964 e 1985. “A esquerda ficou no imaginário popular como quem lutou contra a ditadura, e a direita era quem apoiava a ditadura. Quem assume o ‘título’, também assume o ônus deste apoio aos militares”, explica a cientista política e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Carla Galvão.

Já para o sociólogo e cientista político da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Paulo Baía, existe uma grande burocracia partidária no Brasil e, oficialmente, todas as siglas têm programas políticos praticamente iguais. Além disso, ele acredita que, embora boa parte dos brasileiros seja conservador ideologicamente, ele não se identifica como tal. “O eleitor brasileiro, mesmo conservador, prefere votar num candidato que não esteja nas margens ideológicas, nos extremos”, explica Paulo.

 

Leia mais sobre o assunto na Revista NORDESTE Nº 84, nas bancas!

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