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Pernambuco

17/02/2016


Paulo Câmara e Geraldo Júlio descartam apoio à CPMF

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara(PSB), e o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), se posicionaram contra a ecriação da Contribuição provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Segundo eles, o momento atual não permite a existência de um ambiente político para assegurar a aprovação da matéria pelo Congresso. O governador também cobrou do governo federal uma posição sobre a retomada das operações de crédito pelos governos estaduais.

"O entendimento é que não há ambiente político, hoje, para discutir a questão (retorno da CPMF). Ela precisa ter outros desdobramentos que envolvem tanto a questão da crise política em si como outras reformas. O que a gente ouve é que, se não haver sinalização clara do Governo Federal sobre as reformas estruturadoras, fica muito difícil discutir a CPMF", disse Câmara.

O prefeito do Recife e candidato à reeleição, Geraldo Julio, reconheceu a necessidade financeira dos municípios brasileiros, mas disse que a discussão em torno da CPMF foi "equivocada" e, por isso, ele não apoia a recriação do imposto. Segundo ele, o Governo Federal deveria ter sido claro no que diz respeito à aplicação dos recursos originados do imposto. Para o socialista "sem transparência" não há clima para a aprovação da matéria.

"Da forma como foi colocada, eu não apoio. Essa discussão deveria ser diferente. A construção da proposta deveria ter sido diferente e apresentação da sociedade também. Não vejo nenhuma possibilidade de aprovação da forma como foi colocada a discussão", observou.
Paulo Câmara disse esperar que o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, se pronuncie ainda esta semana sobre a retomada de empréstimos por parte das administrações estaduais.

"A gente acredita que vai ter alguma sinalização porque ele ficou de apresentar os limites de cada estado para as operações de crédito. Isso é a primeira etapa, mas a gente espera que isso seja decidido ainda esta semana porque operação de crédito não se destrava em menos de seis messes, mesmo com a toda a expertise que temos", disse.

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