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Política

24/07/2015


Paulo Paim diz na PB que Dilma não vai cair e defende diálogo com o PMDB

O senador Paulo Paim (PT-RS) esteve em João Pessoa, nesta quinta-feira (23), e comentou sobre a relação conturbada entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e o Congresso Nacional, e a forte crise econômica que assola o País. O gaúcho disse estar convicto que a gestora petista não irá sofrer processo de impeachment e defendeu a criação de um canal de diálogo permanente com os partidos aliados e também com a oposição em favor da governabilidade.

“Estou convicto de que a presidenta não irá cair. Isso é um debate desproporcional ao tamanho da crise. Se fosse assim, países europeus que tiveram crises bem piores que a nossa, seus presidentes teriam caído, mas nenhum perdeu o cargo. A crise é econômica, social, ética, mas não envolve a Presidência nesse aspecto. Ninguém em sã consciência vai dizer que a presidenta está envolvida em qualquer tipo de corrupção. Não há espaço algum, baseado no que manda a Constituição, que haja uma aventura como essa de querer instituir o impeachment na irresponsabilidade de alguns que querem antecipar o processo eleitoral”, comentou.

Paulo Paim ainda reconheceu que a governabilidade do País está prejudicada também devido à má relação política com alguns partidos aliados, a exemplo do PMDB e com as legendas que compõem o bloco de oposição. Para melhorar a situação, o senador defendeu a construção de uma linha de diálogo, desde que prevaleça o bom senso.

“É inegável que a pressão que está havendo por parte de aliados e também da oposição deixa a presidenta em situação difícil. Não há como não admitir que alguns erros foram cometidos, mas esse é um momento em que a presidenta deveria chamar a oposição e a situação para o diálogo, com partidos da base ou não e com a sociedade civil, mostrando a realidade do Brasil, para onde nós vamos e o que podemos construir juntos na busca de uma política econômica com responsabilidade social, onde todos têm que dar a sua contribuição, inclusive, a iniciativa privada e o grande capital. Não é prudente deixar apenas no ajuste fiscal coletivo, que na verdade só traz prejuízo para aqueles que mais precisam. Por isso, descordei das MPs que chegaram ao Congresso”, disse.
 

Punição aos corruptos
Por último, Paulo Paim disse concordar com a punição aos membros do Partido dos Trabalhadores envolvidos em atos de corrupção. Segundo ele, o problema é que as pessoas, em especial os membros da oposição, têm generalizado as críticas, ou seja, acusando o partido e não as pessoas.

“Seja quem for do PT, do PMDB ou de outro que se envolveu em qualquer tipo de desmando no campo da impunidade, da corrupção e da falta de ética, terpa que responder pelo que fez. Mas, nem por isso você terá que criminalizar a democracia, o partido e não os indivíduos que erraram, de forma indireta dando um choque no processo democrático”, comentou.

O senador complementou: “Não tem desculpa para ninguém, alguns quadros do PT que erraram, não tinham o direito de errar, assim como nós não admitimos que partido algum vá para o campo da corrupção. Por isso eu digo, doa a quem doer, a justiça tem que prevalecer. Dentro da lei tudo, fora da lei, nada”.

O senador Paulo Paim (PT-RS) esteve na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), na tarde desta quinta-feira (23), participando de uma audiência pública para debater o Projeto de Lei Complementar 30/15, que dispõe sobre os contratos de terceirização e as relações de trabalho, já aprovado na Câmara Federal e em discussão no Senado. 

Ângelo Medeiros

WSCOM

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