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Brasil

15/12/2015


PF manda chamar chaveiro para abrir cofre na casa de Cunha

As buscas na residência oficial da Câmara, onde o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RL) mora, com sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz, está demorando mais que a busca na casa de Cunha no Rio de Janeiro, que terminou por volta das 10 horas. em Brasília, os policiais federais precisaram mandar chamar um chaveiro para abrir cofre da casa. Os policiais estão em busca de documentos que possam servir de prova no processo contra Cunha. Além disso, a autorização dada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, relator da Lava Jato, inclui a apreensão de valores e bens que possam ser fruto de desvios de recursos públicos.

Operação tem como alvo contratos de navios-sonda da Petrobras

A operação deflagrada nesta terça-feira (15) pela Polícia Federal tem como objetivo evitar a obstrução de provas no inquérito que investiga desvios nos contratos de aluguel de navios-­sonda pela Petrobras.

Além das buscas na Câmara, nas residências do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e de outros políticos do PMDB, a PF tem como alvo o ex-­presidente da Transpetro Sérgio Machado, afilhado do presidente do Senado, Renan Calheiros, e Fábio Cleto, ex-­dirigente da Caixa Econômica Federal, exonerado na semana passada, indicado ao governo por Cunha.

A PF ainda realizou buscas em um dos escritórios da Estre Ambiental, em São Paulo, além da casa do proprietário da empresa, Wilson Quintela. A empresa, especializada em coleta e tratamento de resíduos em plataformas de Petróleo, de acordo com a PF, teria faturado cerca de R$ 700 milhões em contratos com a estatal entre 2011 e 2014.

Os 53 mandatos de busca e apreensão foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, relator do processo da Lava Jato e tem como alvo políticos com mandato, ou seja, com foro privilegiado. Os agentes cumprem mandados em São Paulo, Rio, Pará, Ceará, Alagoas e Rio Grande do Norte.

As denúncias derivam da delação premiada feita pelo ex-­diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que admitiu receber um percentual sobre os contratos firmados pela Transpetro.

IG 

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