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Ceará

20/11/2015


PIB do estado cresce mais do que média nacional entre 2010 e 2013

O Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará cresceu mais que a média nacional de 2010 a 2013, segundo pesquisa Contas Regionais do Brasil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem. Enquanto o resultado para o País foi de 9,1%, a elevação para o Estado foi de 10,7%, ficando em 14º lugar dentre os estados que mais cresceram.

Para todo o período, a participação do Ceará no PIB se manteve sempre em 2%. Em 2013, o Estado está em 6º colocado em termos de variação anual do seu produto interno bruto (5%), que também cresceu acima da média nacional (3%).

Mas quando se analisa o PIB per capita em 2013, que é o produto interno bruto dividido pela quantidade de habitantes, o Ceará (com R$ 12.393,39) figura entre os seis menores do País, em 23º lugar. Os outros resultados negativos ficaram para Piauí em 27º, Maranhão em 26º, Alagoas em 25º, Paraíba em 24º e Bahia em 22º. Esses estados concentram cerca de 28% do total da população do País e somente 13,6% do PIB.

 

Análise

Frederico Cunha, gerente de Contas Regionais do IBGE, avalia que a participação do Ceará na economia do Brasil em 2% “é fenomenal”. “O Estado continua como a terceira economia do Nordeste e o fato de manter participação na economia brasileira é muito importante”, diz.

Dentre as participações na economia do País, por setores, Cunha destaca, no Ceará, a indústria de transformação (1,8%), construção (2,4%) e agricultura (1,7%). E como setores importantes para a formação do PIB do Estado, a pesquisa aponta que serviços mantêm a maior participação (74,4%), seguido de indústria (20,5%) e agropecuária (5,22).

“A gente não tem mudança no perfil, continuamos com serviços sendo o carro-chefe”, comenta Nicolino Trompieri Neto, coordenador de Contas Regionais do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Cerá (Ipece).

E como o setor de serviços cresceu de 2010 a 2013, saindo de 73% para 74,4% de participação no PIB do Ceará, quem perdeu foi a indústria, de 21,9% para 20,5%. Dentre atividades que puxaram serviço em 2013, estão comércio (15,7%) e setor público (22,9%).

Uma novidade da pesquisa, com base no ano de 2010 e calculada até 2013, é o PIB calculado pela ótica da renda. Por esta visão, os salários do Estado, perante a economia do Brasil, representam 2,3% dos salários do País.

Beatriz Cavalcante
O Povo

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