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Brasil

18/03/2014


Planalto monta força-tarefa para dissuadir Cunha

POLÍTICA

O Palácio do Planalto montou uma força-tarefa para minimizar as resistências do líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), ao projeto de lei do Marco Civil da Internet, que deve entrar na pauta de discussões da Casa hoje. No início da noite de ontem, Cunha se reuniu no Planalto com o vice-presidente da República, Michel Temer – que tem sido escalado pelo governo para tentar controlar o aliado –, e os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

Antes de entrar para a reunião, o líder peemedebista afirmou que não terá posição individual e ficará a cargo da bancada decidir sobre as votações que serão analisadas. O encontro de ontem foi o primeiro de Cunha com um ministro após comandar uma rebelião entre os parlamentares governistas contra a presidente Dilma Rousseff. “Esclareço que é normal e sempre terei reuniões com governo. Mas a posição que a bancada adotará em cada matéria será sempre a decisão da bancada, e nunca a minha”, disse.

Cunha é um dos principais opositores dos termos que o Planalto fixou para a chamada neutralidade da rede de internet, ponto que irá nortear como os pacotes de acesso à rede poderão ser comercializados no mercado para o consumidor final. “Estamos defendendo a internet livre, sem regulação. Essa foi a decisão da bancada”, afirmou pelo Twitter.

A aproximação do Planalto com o líder da bancada do PMDB ocorre após a tentativa inicial, que se mostrou fracassada, de isolá-lo politicamente. O Marco Civil é tratado com prioridade pelo Planalto porque Dilma pretendia apresentá-lo na conferência internacional sobre governança na internet que o Brasil sediará em abril.

Boicote. Os principais líderes do PMDB na Câmara não prestigiaram a cerimônia de posse de seis novos ministros na manhã de ontem, no Palácio do Planalto. Pivô da crise, Cunha fez questão de dizer que só chegaria a Brasília no final da tarde. Já o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), alegou compromissos pré-agendados em seu Estado para não comparecer ao evento. Coube ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), representar o partido.

Senadores peemedebistas negaram racha na sigla. “Não existe divisão entre Câmara e Senado. Vejo essa crise colocando posições divergentes, mas não crise interna”, minimizou o líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE).

 

(do site iG)

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