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Brasil

02/05/2016


Polícia Civil apreende documentos em escritórios da Samarco

A Polícia Civil realizava nesta sexta-feira uma operação de busca em escritórios da mineradora Samarco situados em Minas Gerais e no Espírito Santo, de acordo com informação da companhia, que enfrenta os desdobramentos do mortal rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração em Mariana (MG), em 2015.

Segundo a assessoria de imprensa da Samarco, os policiais civis realizavam operação nos escritórios em Belo Horizonte, Mariana e Vitória.

"A empresa reitera que está colaborando com o trabalho dos policiais, assim como vem fazendo desde o início das investigações das causas do acidente com a barragem de Fundão", disse a Samarco em nota.

O rompimento da barragem de rejeitos em Mariana, que ocorreu em 5 de novembro, considerado o pior desastre ambiental da história do país, gerou uma onda de lama que devastou comunidades e deixou pelo menos 17 mortos e centenas de desabrigados. A lama também atingiu o Rio Doce, que a levou até o litoral capixaba.

A operação da Polícia Civil ocorre um dia depois de o governo de Minas Gerais divulgar que os danos socioeconômicos decorrentes do incidente resultaram em prejuízo de 1,2 bilhão de reais a cidades do Estado.

O governo federal busca reparações pelo desastre que envolveriam cerca de 20 bilhões de reais a serem pagos pela Samarco, uma joint venture da Vale e a anglo-australiana BHP Billiton.

Não foi possível obter imediatamente mais informações sobre a operação junto à Polícia Civil.

Todo o material apreendido será usado como prova no inquérito da Polícia Civil, que investiga as responsabilidades pelo acidente, considerado uma das maiores tragédias ambientais do país. Com metais pesados, a lama contaminou cerca de 650 quilômetros de rios, chegando à foz do Rio Doce, em Regência, no Espírito Santo.

A Polícia Federal (PF) já indiciou a Samarco e suas controladoras. Por danos ambientais, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou a Samarco em R$ 250 milhões. E o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) no Espírito Santo fecharam acordos com a mineradora, que se comprometeu a indenizar as vítimas, populações ribeirinhas afetadas e trabalhadores da empresa.

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