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Brasil

14/09/2017


Polícia faz buscas no apartamento do ministro Blairo Maggi, em Brasília

A Polícia Federal faz buscas, na manhã desta quinta-feira (14/9), no apartamento do ex-governador de Mato Grosso e ministro da Agricultura, Blairo Maggi, em um condomínio na Asa Sul, em Brasília, a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR). Investigado em inquérito perante o Supremo Tribunal Federal (STF) por organização criminosa, Blairo foi citado na delação premiada do ex-governador do Mato Grosso Silval Barbosa (PMDB). Segundo a assessoria da PF, há 270 policiais federais e procuradores da República envolvidos na operação, que cumpre mandados de busca e apreensão em 64 endereços, em dois estados e na capital federal.

Silval Barbosa confessou ter intermediado repasse de R$ 4 milhões, a pedido de Blairo e do ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes ao deputado federal Carlos Bezerra, em 2008, com o fim de comprar apoio do PMDB nas eleições municipais. À época, segundo Barbosa, o partido teria declarado apoio ao adversário do aliado de Blairo.
O delator narrou que o então Secretário de Fazenda de Mato Grosso Eder Moraes foi designado a conseguir os valores para pagar Bezerra e que apresentou ao chefe da pasta o operador financeiro Júnior Mendonça, que teria conseguido R$ 3,3 milhões – “parte em cheque, parte em dinheiro”.
Quando pediu a abertura de inquérito, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, atribuiu ao ministro da Agricultura “a função de liderança mais proeminente na organização criminosa” delatada por Silval Barbosa.
A colaboração premiada de Silval Barbosa, Sílvio Correa e ainda da ex-primeira-dama Roseli Barbosa, empresário Antônio Barbosa e médico Rodrigo Barbosa foi homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux. “A delação é monstruosa pelo número de anexos, pelo número de crimes delatados e pelo número de autoridades envolvidas”, avaliou Fux no fim de agosto.
Quando conteúdo da delação se tornou público, o ministro divulgou nota em que negava as acusações de Silval e lamentava o que chamou de ataques à sua reputação. “Repudio ainda a afirmação de que comandei ou organizei esquemas criminosos em Mato Grosso. Jamais utilizei de meios ilícitos na minha vida pública ou nas minhas empresas”, diz trecho da nota.
Correio Braziliense

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