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Bahia

29/07/2015


Prefeitura quer ampliar estacionamentos para 50 mil vagas

A prefeitura de Salvador avalia privatização dos estacionamentos públicos da cidade, incluindo a Zona Azul. O objetivo é aumentar o número de vagas de 12 mil para 50 mil. "A gente sabe que hoje nosso serviço (de Zona Azul) não é bem avaliado. Os flanelinhas tomaram conta das áreas de estacionamento. E o déficit de vagas é muito grande", explica o secretário municipal de Mobilidade, Fábio Mota.
Ainda de acordo com ele, a empresa paulista Hora Park Sistema de Estacionamento Rotativo Ltda foi selecionada por meio de uma Proposta de Manifestação de Interesse (PMI), lançada em maio, para realizar um estudo da viabilidade de privatização do sistema. "Precisamos de um diagnóstico (do cenário atual) para saber os elementos que precisamos para privatizar", diz o secretário.
Além de avaliar as áreas de Zona Azul, a empresa também analisará a possibilidade de construir estacionamento subterrâneo, edifícios garagens e edifícios robotizados na cidade. Ainda não há informações de onde esses equipamentos seriam implantados.
O levantamento deve ser finalizado em janeiro de 2016. Caso seja aprovado pelo governo municipal, será iniciado processo de licitação. Quem vencer terá que custear a implantação do modelo apresentado, além de pagar pelo estudo realizado pela Hora Park, que é estimado em R$ 2 milhões.
A empresa que fará a análise, incluive, é também administra zonas azuis em outras cidades no país, como em Juiz de Fora, em Minas Gerais.
Administração
Só após o estudo, a prefeitura irá decidir se uma única empresa administrará os estacionamentos ou se a cidade será dividida em áreas, como aconteceu na exploração do transporte coletivo público.
O secretário também garante que a privatização não irá gerar desemprego, já que o efetivo que trabalha na Zona Azul será contratado por quem vencer a licitação. Ele também afirma que o governo municipal será responsável por estabelecer as taxas cobradas nos estacionamentos, assim como acontece com as passagens nos coletivos.
"A população não ficará refém de quem vier a ganhar o processo licitatório. A prefeitura vai deixar de administrar, mas vai continuar a ser o órgão fiscalizador e quem estabelece os valores cobrados", afirma o gestor.

A Tarde 

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