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Sergipe

28/04/2015


Procuradora de Sergipe apura irregularidades cometidas por deputados

A procuradora Eunice Dantas, da Procuradoria Regional Eleitoral de Sergipe, afirmou que tem tido o apoio da população nas investigações contra os deputados estaduais e as entidades que receberam verbas de subvenção em 2014. Ela disse acreditar que este é o maior caso de corrupção que já ocorreu no Estado e diz estar trabalhando (tanto ela quanto os demais procuradores do Núcleo de Combate à Corrupção) para que o caso não acabe em “pizza”. 

“Da parte do MPF, não vai acabar em pizza. O que pudermos fazer, vamos fazer”, afirmou ela, asseverando que está apenas cumprindo o seu trabalho. “Durmo tranquila e despreocupada. Estou fazendo só o meu trabalho. Não estou perseguindo ninguém. Temos recebido pouquíssimas críticas. Tenho tido muito apoio da população em geral”, frisou.


A representante da PRE/SE afirmou que as investigações sobre as verbas de representação lhe deram “muito prazer de fazer”, mas disse ter ficado “triste” com a conclusão de que os deputados, “eleitos pelo povo, destinaram recursos de forma irresponsável para entidades que nem existiam”.


“Me surpreendeu. Não achei que a irresponsabilidade seria tão grande”, pontuou. “Chamou a atenção por conta da quantidade de recursos e da forma irresponsável como foi passado às entidades, sem sequer um plano de trabalho, e a forma como o recurso foi gasto. Não houve cuidado nenhum na hora de liberar”, disse ela, que relatou ainda a dificuldade encontrada pelos procuradores para ter acesso às informações na Assembleia Legislativa. “Por isso foi preciso o pedido de busca e apreensão”, justificou.


Diante da gravidade do caso (“Eu acredito que estamos no maior caso de corrupção; o esquema é grande; a corrupção está clara”), ela informa que, além das ações no âmbito eleitoral, outros processos serão ajuizados nas varas criminais e cíveis.


“No Eleitoral, não é feito pedido para devolver o dinheiro, por exemplo. A gente pede aplicação de multa, pede inelegibilidade e cassação. Mas a devolução vai ser pedida nas ações de improbidade administrativa”, informa. Segundo Eunice Dantas, a perspectiva é que o julgamento dos processos eleitorais se encerrem até novembro deste ano.


Para ela, “provavelmente, os desvios devem ter ocorrido desde o surgimento da lei, em 2003”, mas explica que essa averiguação cabe ao MP Estadual. As declarações da procuradora foram dadas ao programa web 10’Necessários, apresentado pelo jornalista Tiago Hélcias.  

Jornal da Cidade

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