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Pernambuco

03/11/2016


Professores da UFPE aprovam indicativo de greve

Os professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) aprovaram nesta quinta-feira o indicativo de greve da categoria. A decisão foi votada em assembleia geral realizada no Clube Universitário e encerrada por volta das 13h. Na prática, a decisão significa que na próxima assembleia, já marcada para o dia 10 deste mês, os docentes poderão deflagrar uma greve por tempo indeterminado. De acordo com a Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe), diante da perda dos direitos trabalhistas, as premissas negativas da PEC 241 e da PLP 257, a ameaça de greve geral não pode ser descartada.

No dia 22 de outubro, os professores paralisaram as atividades por 24 horas em adesão à paralisação nacional em defesa da educação, do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos direitos trabalhistas. O ato foi aprovado em assembleia e fez parte da mobilização das centrais sindicais contra a atual conjuntura política do país.

Os estudantes também estão mobilizados contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241/2016 e a reforma do ensino médio. Atualmente, cinco centros da UFPE no campus Recife estão ocupados pelos alunos: o de Artes e Comunicação (CAC), de Educação (CE), de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), o Núcleo Integrado de Atividades de Ensino (Niate) do CFCH e o Centro de Ciências Biológicas (CCB). Sem aulas, os locais estão recebendo debate sobre as PECs, sobre a legitimidade das ocupações, desmonte em torno da educação e da saúde mobilizando alunos, professores e servidores.

No dia 24 de outubro, os estudantes da UFPE interditaram a BR-101. Com pneus queimados, a rodovia teve o tráfego fechado na altura do quilômetro 68, em frente à reitoria. Todas as entradas da universidade também foram fechadas. O ato também foi realizado em protesto contra as medidas propostas pelo governo federal. Para os estudantes, as mudanças representam um atraso nas conquistas populares como a ampliação das universidades, diante dos cortes nos orçamentos da educação e da saúde e congelamento de todos os investimentos públicos durante os próximos 20 anos.

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