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Pernambuco

07/03/2016


“PSB não fará oposição do ‘quanto pior, melhor”, avisa Paulo Câmara

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), afirmou que a direção da legenda deverá se reunir nos próximos dias para discutir o ingresso na bancada de oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff, mas que o partido não fará uma oposição do tipo "quanto pior, melhor".

Câmara, que é vice-presidente nacional do PSB, disse que "o que é importante é que o PSB está muito convicto da necessidade de ser apurar tudo, da necessidade de ir a fundo realmente nas investigações e está dentro da necessidade de superar esse momento. É muito importante, agora, haver um esforço concentrado para que seja tudo passado a limpo, tudo devidamente analisado e verificado, e que haja condição política de se fazer com que o Brasil volte a andar".

Para o governador, o PSB, contudo, não deverá fazer uma oposição do tipo "quanto pior melhor". "É uma nova fase, uma fase que precisa ser bem debatida, mas o PSB já tem falado num tom muito crítico a tudo que está acontecendo. Isso é apenas uma nova etapa que, com certeza, deve acontecer, mas deve acontecer olhando sempre o Brasil. Nunca fazendo oposição pequena, nunca fazendo uma oposição quanto pior, melhor", afirmou. "O que não pode é ficar do jeito que está. Do jeito que está realmente é muito ruim", completou.

O PSB anunciou oficialmente que irá integrar a oposição na semana passada, apesar de ter rompido uma aliança histórica com o PT ainda nas eleições presidenciais de 2014, quando optou por lançar uma candidatura própria ao Planalto. Para Câmara, o fato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sido levado para prestar depoimento à Polícia Federal na 24ª fase da Operação Lava Jato são fatos novos que "precisam ser devidamente analisados e investigados".

"Apareceram novos fatos que precisam ser devidamente analisados e investigados. São fatos muito graves que, realmente, complicou o cenário político e precisam ser bem analisados, com muito cuidado, com muita serenidade, mas precisam ser realmente focados nisso. E o impeachment já foi aberto o processo. A gente espera que dê continuidade. É muito importante que haja celeridade nas investigações, celeridade nos processos. O que não pode é o País ficar parado sem haver nenhum tipo de ação. Então, as ações precisam ser feitas com responsabilidade, dando direito ao contraditório, dando direito a ouvir todas as partes e buscando uma solução. Solução que, no nosso entender, precisa vir logo", pontuou.

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