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Brasil

29/02/2016


PSDB em São Paulo sai de convenção com racha forte entre líderes

Marcadas por confusão e pancadaria, as prévias do PSDB para a escolha do candidato do partido à prefeitura de São Paulo serviram para explicitar o racha do PSDB. Enquanto os apoiadores do vereador Andrea Matarazzo gritavam "Doria guerreiro, do povo com dinheiro", simpatizantes de João Doria Júnior diziam "vai pro PSD" e "456, Kassab outra vez", em referência à proximidade de Matarazzo com o presidente do PSD, Gilberto Kassab.

Mais do que a disputa pela vaga em São Paulo, a guerra interna diz respeito a dois projetos presidenciais. De um lado, o governador Geraldo Alckmin lançou o empresário João Doria, um aprendiz de Donald Trump brasileiro, para implodir qualquer pretensão do senador José Serra (PSDB-SP) de se viabilizar candidato à presidência da República em 2018.

Serra, por sua vez, precisa de um aliado na prefeitura, para começar a estruturar sua eventual campanha. Em comum, os dois apostam que o o senador Aécio Neves (PSDB-MG), acossado por diversas denúncias relacionadas à Furnas, não terá fôlego para ser o candidato em 2018.

Desse cenário de fragmentação tucana, que já gerou a saída do senador Alvaro Dias para o PV, podem nascer três candidaturas presidenciais, além da do próprio político paranaense. Se Aécio conseguir se manter à frente até 2018, ele sairia pelo PSDB, com Alckmin concorrendo pelo PSB, José Serra pelo PMDB e Alvaro Dias pelo PV.

Nesta hipótese, testada pela primeira vez pelo Datafolha, os tucanos poderiam ficar de fora do segundo turno em 2018. Sim, porque haveria um tríplice empate técnico entre Aécio, com 20%, Lula, com 19%, e Marina Silva, com 17%. Como a margem de erro é de dois pontos, Lula e Marina poderiam já estar à frente do senador mineiro.

Neste cenário, Alckmin e Serra pontuam mal. Enquanto o governador faz apenas 5%, o senador aparece com 7%. Quando os dois aparecem como candidatos do PSDB, excluindo Aécio do jogo, têm desempenho melhor, mas ainda insuficiente para chegar o segundo turno. Enquanto Alckmin faz 12%, Serra pontua com 15%. Mas os dois também ficariam atrás de Marina Silva e Lula.

Portanto, o que a pesquisa Datafolha indica é que, para os dois políticos paulistas, o melhor cenário é concorrer pelo PSDB. O que indica que ambos vão tratar, a partir de agora, de minar o projeto Aécio, além de tentar vencer as prévias em São Paulo.

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