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Brasil

28/11/2016


PT e PSOL finalizam pedidos de Impeachment contra Temer

Devem ser apresentados nos próximos dias os pedidos de impeachment contra Michel Temer, que, segundo seu ex-ministro Marcelo Calero, tentou pressioná-lo a cometer um ato de corrupção, para favorecer interesses pessoais do também ex-ministro Geddel Vieira Lima. Ontem, em entrevista ao Fantástico, Calero disse que Temer e seus ministros lhe propuseram uma "chicana" jurídica para favorecer Geddel.

Um dos pedidos, com apoio de movimentos sociais, como, CUT, MTST, UNE e Central dos Movimentos Populares, deve ser apresentado pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ). “Se Geddel saiu do cargo sob a acusação de tráfico de influência e advocacia administrativa, Temer também que sair. Os dois são alvos da mesma acusação”, disse Lindbergh. “A entrevista que o presidente deu foi um tiro no pé. Reforçou a gravidade das denúncias e a fragilidade do governo”, afirmou o senador.

Temer disse na entrevista ter "arbitrado conflitos", quando, na realidade, não havia conflito algum – apenas a pressão ilegítima de um ministro corrupto (Geddel) sobre um ministro honesto (Calero). A esse respeito, leia entrevista do ex-ministro da AGU, José Eduardo Cardozo. "Pelos fatos narrados até aqui, não havia nenhuma discussão jurídica, o que houve foi uma pressão hierárquica para que interesses pessoais de determinado ministro fossem atendidos", disse ele.

“Queremos Diretas Já. Quem apoiou esse governo para resolver as crises política e econômica quebrou a cara. A crise não acabou”, disse Lindbergh.

Um outro pedido de impeachment deve ser apresentado pelo deputado Ivan Valente (Psol-SP). "Temer constrangeu e ameaçou um funcionário subordinado, o que prova que estava arbitrando em favor de Geddel", disse ele.

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