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Brasil

06/02/2015


PT intensifica defesa do governo diante de crise na Petrobras

Balançado pelos novas revelações da Operação Lava Jato da Polícia Federal, o PT reúne hoje sua direção em Belo Horizonte, com a tarefa de fazer uma ampla defesa do partido e do governo frente ao agravamento das denúncias de corrupção na Petrobras. Ontem, já reunidos na capital mineira, lideres da legenda acertavam os últimos detalhes do encontro do diretório nacional. Também davam a orientação a ser seguida no ato que comemora o aniversário do PT, em que são esperados a presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com a divulgação do depoimento do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, a expectativa é de que seja ampliado o espaço que já estava reservado nos discursos para uma defesa do partido, governo e da Petrobras, por conta das denúncias da Lava Jato. Uma mensagem nesse sentido deve sair antes mesmo do ato político, na resolução de conjuntura que será aprovada pelo diretório nacional petista.

Integrantes do comando partidário admitem que pode haver alguma pressão diante das menções ao tesoureiro João Vaccari Neto na investigação, vinda principalmente da chamada esquerda petista. A ala majoritária do partido, entretanto, reiterava na noite de ontem a orientação para seguir dando sustentação a Vaccari. O argumento difundido internamente é o de que, se houvesse provas concretas do envolvimento de Vaccari no esquema, a Polícia Federal já teria pedido sua prisão.

Ajuste fiscal

Com a Operação Lava Jato ganhando os holofotes, pode cair para segundo plano uma “crítica moderada” que vinha sendo preparada pelo partido em relação às primeiras medidas do pacote fiscal anunciado pelo governo. O comando da legenda tinha como plano fazer um aceno à militância, para amenizar o incômodo na base com rumo dado ao novo governo. Ao controlar cuidadosamente o tom da crítica a ser feita à nova equipe econômica, o comando do PT entende que pode combinar uma queixa moderada a uma mensagem de apoio irrestrito a Dilma. Uma saída seria exaltar no documento a preservação das conquistas sociais, mencionando a necessidade de evitar um retrocesso na direção das políticas adotadas por governos anteriores.

Ainda no que se refere à área econômica, o PT pode aprovar a defesa de propostas históricas para fazer frente ao aperto econômico. Na lista, entrariam sugestões como a retomada do debate sobre a reforma tributária e a defesa da criação de um imposto sobre grandes fortunas.

 

(Do Poder Online/iG)

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