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Brasil

21/03/2014


PT nacional exclui estado de aliança com o PMDB

Ceará

Os dirigentes nacionais do PT se reuniram nessa quinta-feira (20/03), em Brasília, para avaliar o cenário da disputa eleitoral nos estados. Ao final do encontro, o Diretório Nacional traçou um quadro com a perspectiva de lançamento de candidatos a governador em 11 Estados e aliança com o PMDB em outros 7. A lista de estados com articulações para um acordo com o PMDB exclui o Ceará, onde o PT ratifica as negociações com o PROS.

O PMDB, ao lado do PROS e PT, integra a aliança que dá sustentação ao Governo Cid Gomes (PROS). Há, porém, conflitos na corrida à sucessão estadual. O senador Eunício Oliveira se lançou pré-candidato ao Palácio da Abolição e chegou a declarar que, com ou sem o apoio de Cid Gomes, estará na disputa eleitoral. O secretário de Saúde do Estado, Ciro Gomes, disse, porém, que o candidato do grupo sairá do PROS, o que deixou Eunício Oliveira desapontado e, ao mesmo tempo, mais distante de se tornar o nome apoiado pelos irmãos Ferreira Gomes.

Cid vem aprofundando conversas com os dirigentes regionais do PT. O interlocutor das articulações é o deputado federal José Nobre Guimarães, que tem o controle do Diretório Estadual e é pré-candidato ao Senado. Guimarães tem, também, o aval do comando nacional do PT para priorizar a aliança com o PROS.

Uma reportagem do Jornal O Estado de São Paulo, edição desta sexta-feira (21), confirma a preferência do PT pela aliança com o PROS. De acordo com integrantes da legenda que deixaram o encontro nesta tarde, o partido deverá ter candidatos ao governo em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Piaui, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Acre e Roraíma.

Quanto ao PMDB, segundo as informações da reportagem do Jornal Estadão, o PT tende a apoiar a candidatura da sigla no Amapá, Pará, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Mato Grosso e Tocantis. O Diretório Nacional do PT adiou a decisão sobre os rumos do partido nas eleições de Rondônia e do Maranhão. No caso dos maranhenses, o PT está dividido entre apoiar um nome indicado pelo clã Sarney ou se unir ao ex-deputado federal Flavio Dino (PcdoB).

Em relação ao Ceará, a cúpula do PT sinaliza que vai fechar com o PROS, do atual governador, Cid Gomes, e não se aliará à candidatura do líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira. A tendência é que a presidente Dilma Rousseff tenha um palanque duplo (PROS e PMDB) na campanha à sua reeleição à presidência da República.

A reportagem do Estadão reafirma que nos s bastidores, Eunício Oliveira articula uma aliança informal com o PSDB para não jogar a petista no palanque do candidato Cid Gomes. Um chapa com os tucanos agradaria o presidente nacional da PSDB, senador Aécio Neves (MG), que tenta emplacar nas próximas eleições o nome de Tasso Jereissati para o Senado.

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