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Brasil

05/09/2014


PT tenta recuperar Dilma em SP com maior presença de Lula

Política

O encontro de Lula nesta sexta-feira (05) com deputados e prefeitos do PT de São Paulo pretende marcar o início de uma reação do partido no Estado. Lula quer motivar os militantes para tentar reverter os índices de intenção de voto favoráveis à candidata Marina Silva (PSB). A presidente Dilma Roussef tem fraco desempenho em São Paulo. O PT comemora o crescimento de três pontos de Dilma no Ibope e avalia que Marina Silva (PSB) – que também teve a mesma elevação na pesquisa -, não continuará subindo da mesma maneira que nas últimas três semanas, após o acidente que matou Eduardo Campos. O PT admite que nunca foi fácil a situação do partido em São Paulo. Neste ano, surgiram dificuldades especiais. Os índices de Dilma no Estado estão na faixa de 20%.

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, patina nos 7%. A ideia é que a reunião com o ex-presidente Lula seja aberta aos filiados e eleitores e não apenas aos dirigentes partidários. Essa decisão, no entanto, não estava fechada até a tarde de ontem. Os petistas ressaltam que Lula sempre esteve presente na campanha. Mas agora, diante do avanço de Marina e da ameaça de Dilma perder a disputa no segundo turno, sua presença passou a ser mais exigida. Dilma também tem visitado mais o Estado. Amanhã, ela terá dois compromissos na capital paulista, com grupos de mulheres e taxistas. Para fortalecer a campanha, figuras como o ex-ministro Antonio Palocci foram convocadas para atrair o empresariado. O Diretório Nacional do PT também se reunirá hoje em São Paulo para avaliar a eleição presidencial.

Esqueceram dele?

Líderes de partidos que apoiam o PSDB em São Paulo sentem que os principais líderes tucanos no Estado desistiram do presidenciável Aécio Neves, terceiro colocado nas pesquisas. Estão mais preocupados em tentar garantir a reeleição do governador Geraldo Alckmin e a vitória de José Serra ao Senado.

Marina não ajuda o PSB paulista

A presidenciável Marina Silva (PSB) não se contentou apenas em não dividir o palanque com o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição. Ela partiu para o ataque e apontou a gestão do tucano como responsável pela crise hídrica no Estado. Marina disse que faltaram ações preventivas como a de recuperação de leitos e nascentes dos rios e investimentos em planejamento de recursos hídricos. O PSB de São Paulo não só apoia a renovação do mandato de Alckmin, como indicou seu presidente estadual, o deputado Márcio França, para ser vice na chapa.

Erundina faz dobrada com petista

Coordenadora da campanha da presidenciável Marina Silva (PSB), a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) deu um depoimento de apoio à candidatura do deputado Renato Simões (PT-SP) à Assembleia Legislativa. Apesar dos dois partidos não estarem coligados nas eleições nacionais tampouco no Estado de São Paulo, os dois fizeram uma dobrada para a disputa. Erundina tenta a reeleição para a Câmara. O áudio com a declaração foi publicado nas redes sociais do petista.

Deputada diz que parceria é coerente

Na gravação, a ex-petista destaca a coerência e a afinidade entre ambos, apesar de estarem em partidos diferentes. Destaca as ideias, militância e utopias em comum, muitos vindos da época da formação do PT, nos anos 80. "Espero que possamos nos ajudar a construir mais um mandato", afirma Erundina no depoimento a Simões.

“A Marina nasceu e cresceu aqui. Tem uma relação de amizade conosco. O esposo dela faz a campanha para mim. Mas a nossa luta intensa é pela reeleição da presidenta Dilma” – Tião Viana (PT), governador do Acre e candidato à reeleição, sobre Marina Silva (PSB)

*Com Leonardo Fuhrmann

(Da Agência Brasil)

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