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Internacional

19/05/2016


Queda do avião da EgyptAir pode ter sido causada por terrorismo

Após o presidente da França, François Hollande, afirmar que a investigação não descarta nenhuma hipótese para a queda do avião da EgyptAir, ocorrida na manhã desta quinta-feira (19), o ministro da Aviação do Egito, Sherif Fatih, admitiu que a principal suspeita para o caso é de ação terrorista.

Em coletiva de imprensa no Cairo, Fathi afirmou que não quer tirar conclusões precipitadas, mas que as análises preliminares apontam que a possibilidade de terrorismo é amplamente superior à chance de falha técnica para a tragédia. No total, 66 pessoas estavam a bordo da aeronave.

"Pode se tratar de um ato terrorista, mas, no momento, não temos certeza", declarou Fatih em coletiva de imprensa. "Há hipóteses, mas é preciso analisar primeiro todas as informações recolhidas. Os restos e destroços do avião ainda não foram encontrados."

O chefe dos serviços secretos russos, Alexander Bortnikov, fez coro à declaração do ministro egípcio, e afirmou o desaparecimento do avião da Egyptair trata-se, "provavelmente, de um atentado terrorista".

O caso ocorre meses depois de uma aeronave da companhia aérea russa Metrojet, que acabara de decolar do litoral egípcio rumo à cidade de São Petesburgo, ser derrubada por uma bomba instalada por terroristas do Estado Islâmico, em novembro. Todas as 224 pessoas a bordo morreram.

Principal companhia aérea do país africano, a EgyptAir divulgou comunicados horas antes nos quais pede à imprensa para evitar conclusões acerca da queda do avião – especialmente aquelas que abordam a grande possibilidade de um ato terrorista ter sido responsável pela tragédia.

"A EgyptAir nega qualquer informação ilusória publicada por sites de notícias e redes sociais relacionada ao desaparecimento do Voo MS804 e a companhia confirma que o motivo para o desaparecimento ainda não foi confirmado", disse a empresa em nota.

A EgyptAir explicou que sua equipe de gerenciamento de crise no Cairo analisava a situação do Voo MS804 com atenção e que o primeiro-ministro egípcio, Sherif Ismail, compareceu ao local para acompanhar as investigações preliminares.

"Foi apresentado ao premiê um resumo detalhado da situação pela equipe de crise e ele entrou em contato com todas as autoridades envolvidas para tomarem as ações necessárias para lidar com a crise."

Em março, um outro incidente levou a empresa a protagonizar manchetes em todo o mundo. No dia 29 daquele mês, um voo que ia de Alexandria ao Cairo foi sequestrado com um total de com 81 passageiros. Todos os reféns foram libertados.

O último grande acidente envolvendo a empresa ocorreu em 1999, quando um voo que ia para o Cairo com origem em Nova York caiu no Oceano Atlântico, matando todas as 217 pessoas que estavam a bordo.

Em maio de 2002, o Voo 843 caiu durante uma tempestade de areia em Tunis, na Tunísia, matando 15 dos 64 ocupantes.  

IG

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