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Brasil

22/05/2014


Raniery confirma tentativa de agressão e Hervázio diz que poderia ser pior

Paraíba

A audiência pública para debater as contas do governador Ricardo Coutinho na Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa foi adiada.
A militância girassol do PSB compareceu em grande número ao auditório da Ordem dos Advogados do Brasil e interrompeu a reunião na primeira meia hora. A audiência, inicialmente, teria quatro horas de discussão. Segundo o líder do governador, deputado Hervázio Bezerra (PSB), um dos que convocaram a militância para a audiência, admitiu que poderia ter acontecido algo pior.
O deputado Raniery Paulino, presidente da Comissão, deu inicio a reunião. Mas, em função da exaltação das pessoas presentes não foi permitido que os parlamentares pudessem se pronunciar, a audiência teve de ser interrompida. Esta manhã, (22) ele concedeu entrevista à Rádio CBN João Pessoa e esclareceu os fatos ocorridos durante a sessão especial.
Como veiculado anteriormente, Raniery Paulino afirmou que foi atacado verbalmente a todo instante e sofreu uma tentativa de agressão de alguns dos militantes presentes. “Fui sim vitima de uma tentativa de agressão enquanto deixava o auditório da OAB. Mas eu não deixaria de ofertar essa oportunidade para o Governo esclarecer os pontos que precisam ser respondidos. O governador teve a oportunidade e não o fez”, destacou.
E completou “mesmo assim, não quis que os seguranças me acompanhassem na saída, porque sei que ali não estavam somente militantes bandidos. Gosto de andar com amigos. Não tenho medo. Estou tranquilo”.
Na oportunidade, o presidente da Comissão falou também que todos os parlamentares presentes teriam direito à fala, mas não aconteceu. “O episódio de ontem foi um momento triste na página política do Estado”, lamentou.
Raniery Paulino falou que vários líderes políticos e ex-vereadores estavam incitando a violência, durante a audiência. “A grande vítima foi as pessoas coagidas a estarem ali com o objetivo de tumultuar a reunião”.
E complementou, “não sou contra Governo algum. Não estou empunhando a bandeira da reprovação. Mas se um deputado pede essa sessão, tenho como dever conceder, fazer com que o que o parlamentar sane suas dúvidas. Nunca fui e nunca serei contra a nenhuma audiência publica”.
O presidente da Comissão disse que votou favorável a audiência pública e falou que é uma questão de principio. “Se um parlamentar quiser debater também as contas pretéritas de outros Governos terá meu voto, no caso da propositura do deputado Tião Gomes”, frisou.
Perguntado sobre o que é questionado no relatório do Tribunal de Contas, Raniery Paulino disse que sua função é gerenciar o processo na Assembleia. “Não estou puxando para um lado ou para o outro. Ontem, não tive a chance de explanar sequer o motivo real da audiência. Não pude fazer um bom debate. A audiência se dá devido às questões que não foram elucidadas nas contas do Governo. Os repasses não foram corretamente aplicados. Tudo isso não foi devidamente esclarecido, o que leva à reprovação de contas. Por isso a necessidade da audiência”, explicou.
O deputado disse ainda que a agenda da Comissão de Orçamento cumpre suas tarefas e está em dia com os afazeres. “Nós continuamos com os trabalhos cotidianos”.
Nova data para audiência – Raniery disse que a decisão não deve ser monocrática. “Somos sete integrantes. O caminho agora é o relator, Frei Anastácio apresentar o relatório que seguirá para plenário para ser votado pelos deputados”.
O deputado Hervázio Bezerra, presidente do PSB, falou à Rádio e disse que se posicionou contra a realização da audiência no auditório da OAB.
“Quando soube que seria na OAB questionei sobre se os responsáveis pela audiência dimensionavam o tamanho da sua responsabilidade. Estivemos com nossas vidas e integridade física e moral correndo riscos. O que aconteceu foi o mínimo que poderia ter ocorrido, porque os ânimos estão exaltados. Eu cheguei a antever isso. Disse isso de forma bastante clara”.
Hervázio Bezerra falou que na audiência estavam pessoas ligadas ao PMDB, ao DEM e PSDB e que os representantes não tomaram as precauções. “A Assembleia tem que amadurecer, refletir, pedir desculpas a todos que se constrangeram com esse fato, por promover o evento nas dependências da OAB”.
Ele disse ainda que o Governo não teme o debate, mas o local não favoreceu e que a militância poderia complicar a realização da reunião.
O deputado ressaltou que a Assembleia tratará sempre de política porque é uma casa política, “mas uma política com equilibro, racionalidade, inteligência. Saber separar a questão política e ideológica das questões pessoais”, enfatizou.

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