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Pernambuco

25/05/2016


Recifenses começam a trocar carros por bicicletas

Há dois anos, por recomendação médica, o professor Ricardo Maia, incluiu a atividade física em sua rotina. O ciclismo foi a modalidade escolhida e, nesse período, ele usa a bicicleta diariamente para se deslocar entre o prédio onde mora e as duas faculdades onde dá aulas – uma em Olinda e outra na Boa Vista. Em alguns dias, são 20 km de deslocamento.

Ele conta que estava acima do peso e com as taxas de vitamina D muito baixas. “Por um lado, eu precisava tomar sol, por causa da vitamina D, e por outro, eu queria fazer um exercício que estivesse dentro da minha rotina e não ao contrário”, conta. Para ele, parar os afazeres do dia para ir a uma academia ou mesmo outra atividade não parecia nada atraente. Desta vez, Maia não estava interessado em repetir a história do passado, quando, em várias ocasiões entrou e saiu de academias ou de programas de corrida de rua.

Faz dois anos que ele praticamente aboliu o carro da rotina diária. “Se eu precisar resolver coisas na cidade, quando eu vou ao Recife Antigo, eu vou de bike. Ajuda minha saúde e também o trânsito”, garante. Como resultado da prática, ele diz que perdeu quase 10 kg e conseguiu estabilizar as taxas sanguíneas e de vitamina D. “Também consegui melhorar minhas alergias. Sou muito alérgico e a cada crise, eu gripava. Agora não mais”, comemora. “O problema é o calor. Eu sempre chego muito suado no trabalho. Então levo uma roupa limpa para trocar, antes de entrar em sala de aula”, diz o professor.

Segundo a prefeitura, o Recife conta com 42 Km de ciclofaixas, ciclovias ou ciclorrotas, em todas as regiões da cidade. E é crescente a quantidade de pessoas que abandona o carro e passa a adotar a bicicleta como meio de transporte principal. Sem contar com a ciclofaixa móvel, que funciona domingos e feriados, das 7h às 16h, com 35 km de percurso, entre zonas, norte, sul e oeste, convergindo para o Marco Zero. São aproximadamente 17 mil usuários por vez.

Trilha para animar o fim de semana

Enquanto Ricardo Maia faz seu exercício em percursos urbanos de bicicleta, começam a ser mais comuns os grupos de ciclistas que querem dar um pouco mais de adrenalina à atividade física. São grupos que se reúnem aos domingos para explorar as trilhas do Recife, principalmente na mata localizada na região da UR-7 Várzea, e em outras cidades da Região Metropolitana.

Um dos grupos é Saia da Rotina, organizado por Policarpo Freitas, desde 2007. “A gente começou como uma brincadeira de amigos, querendo curtir a natureza”, explica.

Os participantes do grupo, na maioria, são praticantes de exercícios durante outros dias da semana e, aproveitam o domingo para fazer uma atividade diferente. “Pedalar traz vários benefícios. Melhora a saúde, o trânsito e traz lembranças de nossa infância”, afirma.

Outro benefício do passeio na trilha é o fortalecimento dos laços sociais. Freitas explica que os integrantes do grupo são (ou ficaram) amigos, o que cria muita empatia durante os passeios.

JC Online

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