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Brasil

28/04/2014


Reportagem da NORDESTE mostra novas alternativas de hospedagens

NESTA EDIÇÃO

Com o campeonato mundial de futebol se aproximando, os brasileiros se preparam para receber um grande volume de turistas, não somente nas 12 cidades-sede que receberão os jogos, mas em todos os roteiros turísticos do Brasil. Para dar suporte a tanta gente, as hospedagens alternativas são uma boa opção para quem quer economizar e gastar pouco com hotel.

O Ministério do Turismo já reconhece a opção Cama & Café (ou B&B, bed & breakfest), que consiste em uma residência com no máximo três camas alugadas para uso turístico, em que o proprietário (que também mora na própria residência) se responsabiliza pela limpeza e por oferecer alimentação. Inclusive, é possível pesquisar por locais através do site http://www.bbrasil.com/.

Contudo, os hostels (albergues) são outro tipo de hospedagem presente do sistema Cadastur, que rastreia locais adequados para receber turistas. Normalmente organizado em beliches de quartos coletivos, eles são uma opção barata para quem não se incomoda em dividir o espaço com outras pessoas. Marina Prado, gerente e proprietária do Slow Hostel, em João Pessoa, tem o empreendimento há quase dois anos, onde também mora.

O ambiente tem capacidade para 22 pessoas, o que pode ser visto como um número pequeno em comparação a outros hostels. “Acima de 35 camas é demais, pois a gente começa a perder o contato direto que você tem com o hóspede, o que para mim é o maior diferencial de um albergue”, explica. Quando se fala em albergue, existe um mito a respeito da falta de segurança, o que Marina atribui à falta de conhecimento do ambiente. “Todo hostel tem um armário de segurança para colocar objetos de valor, fechados com cadeado. Existe sim um nível de privacidade”, informa.

A arquiteta e urbanista Sabrinny Lima, de 26 anos, sempre opta pelo albergue em suas viagens pelo Brasil. “Afinal de contas, você não viaja para ficar o dia no hotel, então para que pagar um espaço cheio de luxo?”, argumenta. Em São Paulo, ela se hospedou próximo a Avenida Paulista, que, além de bem localizado, o hostel oferecia bastante conforto. “É um espaço bem agradável, jovem, parece até uma casa de férias. Tinha livros, TV, uma recepção bacana, bem envolvente”, relembra.

Os brasileiros estão começando a descobrir que os hostels são uma excelente opção de hospedagem pelo próprio país agora, mas em viagens para o exterior, já é algo comum. Marianne Peçanha, estudante de 22 anos de São Leopoldo, Rio Grande do Sul, já viajou para Londres e Paris utilizando hostels. Ela também acredita que apoiar esse tipo de estabelecimento é um bom incentivo à economia local. “Eu gosto mais de apoiar esses negócios familiares do que redes hoteleiras gigantes”, afirma.

 

(Leia a matéria completa na edição nº89 da Revista Nordeste, já em todas as bancas do país)

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