menu

Brasil

22/05/2014


Reportagem especial mostra desenvolvimento econômico no Nordeste

Edição 90

O Nordeste é a região brasileira que mais cresce economicamente, seja na geração de riquezas quanto no consumo, o que tem reflexos sociais profundos na sociedade local. A Revista NORDESTE vai tratar sobre os nove estados da região, em um especial dividido em três edições, sendo a primeira sobre Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte.

Há pouco mais de uma década, o Nordeste ainda carregava adjetivos que marcavam a história da região até ali: seca, fome, pobreza extrema, miséria. Adjetivos moldados por séculos de atraso no desenvolvimento da região, negligenciada geração após geração, em detrimento aos investimentos nas regiões Sul e Sudeste.

Hoje, esta imagem mudou. O Nordeste desponta no cenário nacional por seu avanço econômico acelerado, bem acima da média das demais regiões. Diversos indicadores confirmam a continuidade da tendência de aumento da participação regional no Produto Interno Bruto brasileiro, de elevação do PIB per capita e do incremento do volume de investimentos direcionados para os nove estados nordestinos.

A população nordestina também está gastando mais. Enquanto em 2004 a participação da região no consumo nacional era de 15,4%, hoje ela chega a 19,5% e já ultrapassa as regiões Sul, Norte e Centro-Oeste, ficando atrás apenas do Sudeste, que mesmo com a retração de seu consumo para 49,2%, ainda lidera.

O reflexo provocou mudanças sociais profundas, que tardaram a chegar. Houve redução da pobreza, fortalecimento da política de segurança alimentar e nutricional, redução da desnutrição e da mortalidade infantis, além do aumento da qualidade de vida, de saúde pública e de educação em quase todos os estados da região.
 

Bahia: Década de desenvolvimento

A Bahia hoje é mais socialmente desenvolvida do que há 10 anos. Isso é o que aponta o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do quinto maior estado em extensão do Brasil, que registrou um salto de 0,512 em 2000 para 0,660 em 2010, último ano de registro do índice. Se antes o desenvolvimento social era comparado ao de países como Angola e Paquistão, considerado baixo, a Bahia registra hoje um IDH semelhante ao do Egito e do Paraguai, que tem desenvolvimento humano considerado médio.
 

Sergipe: Ouro negro no desenvolvimento

Os grandes investimentos no menor estado do Brasil em área, Sergipe, têm registrado resultados sociais importantes. Atualmente, o estado detém o sétimo maior índice de médicos para grupo de 1 mil habitantes no país (1,45) e oitavo menor índice de crianças entre 7 e 14 anos fora da escola (2,7%). Sergipe ainda registrou a terceira melhor nota do Nordeste no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) de 2012, que avalia as disciplinas de Literatura, Matemática e Ciências, e o maior índice relativo de pessoas com ensino superior completo da região (6%).
 

Rio Grande do Norte: Qualidade de vida que vem das dunas

Muita gente só conhece o Rio Grande do Norte por suas dunas e por ser um dos principais destinos turísticos do país, mas não sabe que no desenvolvimento de um turismo forte (inclusive entre estrangeiros), o estado ganha também em desenvolvimento social e humano.
O estado potiguar foi o sétimo principal destino dos brasileiros e o oitavo principal destino de estrangeiros que visitaram o Brasil em 2013. Mas o Rio Grande do Norte também ostenta outros números de destaque: é o sétimo do país em expectativa de vida e o mais longevo do Nordeste, com expectativa de 74 anos. Destaque ainda para o menor índice de pobreza extrema do Nordeste (13%) e a terceira menor mortalidade infantil da região (20,6/1 mil nascidos).

 

(Leia a reportagem completa na edição nº 90 da Revista NORDESTE, já à venda em todas as bancas)
 

Notícias relacionadas