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Brasil

09/05/2014


Reportagem mostra famílias orientais que moram no Nordeste

NESTA EDIÇÃO

Donos de uma cultura milenar, os povos orientais exercem influência em vários aspectos do mundo ocidental, principalmente moda e culinária. O Brasil é reconhecidamente um dos países com maior presença de descendentes de japoneses fora do próprio Japão, por exemplo, estimado pelo IBGE em aproximadamente 1,5 milhão. Outros com expressividade são os coreanos e chineses, com mais de 300 mil pessoas.

O primeiro navio trazendo os primeiros imigrantes da Terra do Sol Nascente, o Kasato Maru, desembarcou em terras brasileiras em 1908. Desde então, seus descendentes se espalham por todas as cinco regiões do país. No Nordeste, colônias agrícolas se instalaram em pelo menos sete estados, no começo dos anos 1960, época em que o Escritório Consular do Japão no Recife foi abrigado, na capital pernambucana.

A instituição tem a função de intermediar a divulgação e o melhor entendimento da cultura japonesa. O assessor em Projetos Sociais do Consulado, Takeshi Konno, explica que o propósito inicial era prestar assistência às famílias estrangeiras, mas com o desmembramento dessas comunidades, sua função passou a ser outra.

“Atualmente, as colônias agrícolas estão desaparecendo e até mesmo as comunidades japonesas vêm se diluindo, o que é natural. Hoje, realizamos e apoiamos diversos eventos culturais, como seleções de bolsistas de estudantes brasileiros descendentes e não-descendentes, financiadas pelo governo japonês para graduação e pós-graduação”, explica Takeshi. O escritório possui um registro próprio, que aponta a existência de pelo menos 5 mil descendentes de japoneses no Nordeste, enquanto os japoneses radicados somam quase dois mil, seguidos de 84 em residência temporária.

É possível observar grandes centros do Nordeste com expressividade. Recife é sede da Associação Nordestina dos Ex-Bolsistas e Estagiários no Japão (Anbej), que reúne estudantes que já foram até o Japão e que se organizam para divulgar suas experiências e orientar novos estagiários. Em Fortaleza, a Universidade Estadual do Ceará (Uece) disponibiliza o curso de Letras Japonês, para o aprendizado de língua japonesa em nível acadêmico.

Além disso, em muitos desses estados há associações de descendentes que realizam atividades da cultura nipônica, que agrega nipônicos e não-nipônicos. “A miscigenação e o interesse pela cultura japonesa vieram agregar, posteriormente, pessoas não descendentes”, pontua Takeshi Konno. Um exemplo é a professora de etnomusicologia e pesquisadora universitária Alice Lumi Satomi, 60, uma das fundadoras da Associação Cultural Brasil-Japão da Paraíba (ACBJ-PB), que tem mais de 150 associados, entre descendentes e não-descendentes.

(Leia a matéria completa na edinão nº89 da Revista NORDESTE)
 

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