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Brasil

15/05/2014


Reportagem mostra quadro de distribuição de vagas entre novos ministros

NESTA EDIÇÃO

A máxima usada no meio esportivo de que ‘time que está ganhando não se mexe’ parece não ter o mesmo peso quando se fala de política. Ostentando uma boa aprovação (mesmo com variação negativa na última pesquisa do gênero), o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) promoveu, durante o mês de março, mais uma troca de ministros. Com a mudança, foram 11 o número de comandantes do primeiro escalão trocados neste ano, alguns que serão candidatos e outros para agradar grupos descontentes dentro do partido aliado, o PMDB.

As mudanças recentes aconteceram nos ministérios do Desenvolvimento Agrário, das Cidades, da Pesca e Aquicultura, da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Turismo (confira quadro ao lado).

Em janeiros, outras três mudanças. Aloizio Mercadante (PT-SP) deixou o Ministério da Educação e foi para a Casa Civil na vaga de Gleisi Hoffmann (PT-PR), que concorre ao Governo do Paraná nas eleições de outubro. Já na Saúde, Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao Governo de São Paulo, foi ocupada por Arthur Chioro, ex-secretário de Saúde de São Bernardo do Campo (SP).

No final de março, Dilma anunciou ainda a saída da ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos. Maria do Rosário está deixando o governo para participar das eleições e será substituída pela ministra Ideli Salvatti, que deixa a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), comandada agora pelo deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP).

O presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), disse que o partido não teve participação direta na escolha dos novos ministros, mas garantiu que a troca aconteceu perante critérios técnicos e não políticos.

"Foi uma solução 100% técnica. A torcida minha, e do PMDB, é de que (os novos ministros) possam exercer bem suas funções… Inclusive aqueles que estavam em ministérios que eram ocupados pelo PMDB e que agora não são mais", disse Raupp, em entrevista.

Ao contrário do que afirma o presidente peemedebista, as mudanças no primeiro escalão do governo Dilma tem sido a solução para acalmar setores do partido após recentes tensões entre PMDB e o Governo, que sofreu derrotas consecutivas na Câmara dos Deputados, capitaneados pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB), líder do grupo insurgente.

(Leia a reportagem completa na edição nº89 da Revista NORDESTE, à venda em todas as bancas do país)
 

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