menu

Brasil

20/06/2017


Revista NORDESTE: A inteligência artificial e o futuro incerto da humanidade

entrevista exclusiva

Estudioso aponta perigos e avanços da tecnologia para os próximos anos e afirma: haverá duas gerações perdidas e será comum cada pessoa ter androides pessoaIs

Por Paulo Dantas

Quem tem medo de tecnologia? A Nordeste conversou com o professor de Pós-Graduação, MBA e do CIC (Centro de Inovação e Criatividade) na ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing, INEPAD-USP e da FIA-LABFIN/PROVAR e estudioso da cultura digital, Gil Giardelli. O professor, que também é um palestrante experiente, explicou que estamos no limiar de uma revolução que irá mudar a vida humana, tornando tudo integrado e “inteligente”. Sua casa, carro, e até roupas estarão conectados e irão facilitar a forma como vivemos. Mas ele alerta: o avanço da tecnologia implica uma melhor preparação para que todos possam integrar esse novo mundo, de forma igualitária. Outro ponto de ‘perigo’ trazido pelas novas tecnologias são a fronteira ética e o trabalho. Giardelli afirma que pelos menos duas gerações serão ‘perdidas’ nessa readaptação.

Revista NORDESTE: Gostaria que o senhor fizesse um breve histórico do desenvolvimento da conceituação de inteligência artificial. Do que era antes e o que é hoje?
Gil Giardelli
: Isso começou em 1959 e quem cunhou o termo foi John Mccarthy e Marvin Minsky, que tinham a convicção que os computadores algum dia iam superar a inteligência humana. Eles chamaram isso de inteligência artificial. É um projeto que começa na no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Lá esses dois professores começam a desenvolver essa tese que foi bem recebida dentro do centro de pesquisas da IBM. Hoje estamos vivendo um boom da inteligência artificial com a IBM tendo mais de 3.000 engenheiros e profissionais trabalhando nesses processos. Isso tem feito com que muitas das profissões repetitivas venham sendo trocadas por essa nova era.

NORDESTE: Quais os avanços que se buscam hoje na área e quais as dificuldades para atingi-los?
Giardelli: Os principais avanços hoje estamos vivendo na medicina. Hoje com a tecnologia temos como detectar com exatidão e resolver problemas ligados a medicina avançada. Essa foi a primeira fronteira da inteligência artificial. Temos também avanços na área de segurança e reconhecimento facial. O índice de reconhecimento facial (feito pelos computadores) chega a ser maior do que o feito por humanos. As dificuldades são basicamente duas: primeiro a falta de mão de obra especializada, porque a tecnologia está andando muito mais rápido do que a academia pode preparar pessoas e as outras são discussões éticas e jurídicas. Muito do que está acontecendo está a frente do que governos, do que a sociedade e a humanidade, pode discutir na fronteira ética e na jurídica. As dificuldades também passam pela leitura de dados, relacionados à privacidade. Estamos vivendo essa dualidade.


NORDESTE: Em termos práticos, onde a inteligência artificial estará sendo usada. Qual a projeção que o senhor faz para os próximos anos?
Giardelli:
Estamos vivendo as cidades inteligentes, que na verdade não é só uma cidade inteligente, é uma vida inteligente. Quando você começa a ter tudo conectado, a fazer compra de alimentos nos supermercados, conectar os carros com transporte inteligente, conectar o governo… Quando tiver um mundo totalmente preditivo, vai sobrar mais tempo para a gente poder voltar a estudar, se divertir, a passar o tempo com as pessoas que a gente gosta. Esse que é o grande desafio da inteligência artificial. Isso vai revolucionar todas as formas de relacionamento, de educação, de vender, porque veremos um mundo totalmente preditivo.

NORDESTE: O Brasil está se preparando para essas mudanças que a inteligência artificial vai trazer? Em que nível se encontra o país?
Giardelli: Não temos uma política hoje de nação inovadora. Tudo isso faz parte de uma quarta revolução industrial e pouco se discute qual é nossa política como nação. Temos iniciativas muito boas, mas são todas da iniciativa privada. São ilhas de inovação. Enquanto o mundo inteiro, especialmente a Alemanha, Grã-Bretanha, Japão, China, Estados Unidos e alguns países da Ásia, já têm uma política muito bem estabelecida para essas novas tecnologias disruptivas (o termo designa uma inovação tecnológica, produto ou serviço, capaz de derrubar uma tecnologia já preestabelecida no mercado), que é a inteligência artificial, a internet das coisas, o Gig Data. Aqui temos um problema que é a falta de fomento de pesquisa, falta políticas para criar novos pensadores. Dito isso, temos muitos dos pesquisadores indo embora do país ou sendo levados para outras empresas, que tem sede aqui no Brasil, para trabalhar fora. E aqui estamos virando meramente vendedores da tecnologia que vem de fora. Se perdemos o bonde das primeiras revoluções industriais… Estamos correndo um sério risco.

NORDESTE: Alguns cientistas têm criticado o atual governo por um desmonte da pesquisa no Brasil. Você vê isso também?
Giardelli: Eu acho que a gente tem que discutir isso de uma forma diferente. Que está tendo um desmonte total na pesquisa do Brasil, está, mas eu acho também que a academia precisa fazer uma mea culpa, porque o dinheiro que é investido hoje na educação de alto impacto já deveria ter trazido para nós benefícios melhores. O que está acontecendo hoje é que houve muito dinheiro destinado à pesquisa, mas existiam poucas formas de medir se essas pesquisas eram realmente eficientes. Não podemos generalizar, mas temos visto muitos projetos fraudulentos, muitos desvios de dinheiro, quase que diariamente a mídia tem reportado problemas em universidades de desvio de dinheiro. Até então hoje se tem problema de falta de dinheiro. Mas quando não tinha problema de falta de dinheiro, vivíamos o colapso da ética. Pouquíssimos trabalhos fizeram o papel que a academia tem que fazer, que é disponibilizar um novo tipo de educação, conteúdo, inovação e prosperidade para a economia brasileira. Concordo que de um lado se tem uma escassez de dinheiro, mas do outro lado temos um colapso da ética. Esse dinheiro está sendo bem utilizado? Qual é a métrica para saber o nível de inovação que a academia está trazendo. Tivemos uma guerra entre a academia e a iniciativa privada. Uma grande parte da academia, especialmente pública, não dá as mãos para a iniciativa privada, enquanto o mundo inteiro já disse que tem que andar unidas. Eu acho que não é só uma discussão da falta de dinheiro, mas de um projeto também de nação inovadora.

NORDESTE: A ficção científica mostra a autoconsciência das inteligências artificiais. Vemos isso em filmes como Blade Runner, O Homem Bicentenário. Isso realmente é possível?
Giardelli: Na verdade nós, ocidentais, sempre pintamos a inteligência artificial como os robôs, os humanóides, os robô-sapiens, como algo mau. Não acredito que vai existir uma autoconsciência. Se formos analisar a máquina mais inteligente do mundo, se chama o cérebro humano. São bilhões de neurônios, bilhões de sinapses, e tudo indica que provavelmente nunca vamos chegar a uma máquina que tenha esse tipo de combinação de bilhões de sinapses e bilhões de neurônios. Porque existe algo que é o sentimento. A gente tem que entender é que o ser humano não nasceu para fazer trabalhos repetitivos, eu falo isso para os meus alunos. Todo trabalho, todo emprego, tem que ser respeitado, tem que ser nobre, mas qual é a motivação da pessoa que vai recolher o papel higiênico usado das pessoas. Para isso a gente vai ter que usar robôs, computação conectiva. E quando usamos a inteligência artificial de uma forma bem feita, damos saltos como quando trocamos a força motora de animais pelas máquinas a vapor na primeira revolução industrial. Lá foram saltos, agora serão saltos biônicos. Naquela época existia o que a gente chamava de druidismo, que eram as pessoas que queimavam as máquinas a vapor, porque tinham medo que a tecnologia dominasse o ser humano. Sempre houve esse problema. Hoje temos uma sociedade melhor, apesar de todos os seus problemas que estamos passando. Desde a década de 80, que teve o boom da tecnologia, quase dois bilhões de pessoas saíram da linha da pobreza e continuamos acelerando isso. O mundo está melhor, apesar de termos uma série de problemas para resolver, como poluição, mas a inteligência artificial será preditiva, por exemplo, para evitar roubos, corrupção. Temos aqui no Brasil o projeto Serenata de Amor, que usa inteligência artificial, que já devolveu quase R$1 milhão de reais para os cofres públicos. Veremos um mundo de mais prosperidade e mais justo.

NORDESTE: Entre os perigos desse desenvolvimento está também desemprego. O senhor poderia falar desses perigos que virão com esse desenvolvimento e como evitá-los?
Giardelli: Na verdade não é um perigo, é uma consequência. A gente vive um desemprego tecnológico como nunca visto na história da humanidade. Segundo dados do Dieese, empregos criados entre 2014 e 2015, 97,12% deles foram de até um salário mínimo e meio, de carteira assinada. Esses, tecnicamente, são os primeiros empregos a desaparecerem com a automação. Não é só com os robôs, é com a automação. São pessoas que vão realmente perder os seus empregos. Que pessoas são essas? Vou dar um exemplo bem simples. Aqui em São Paulo você tinha milhares de pessoas que trabalhavam cobrando estacionamento em shoppings centers, em redes de lojas, em prédios comerciais, e essas pessoas foram trocadas por máquinas. Vai ser necessário rever esses tipos de empregos. Onde não vai faltar empregos? Em áreas ligadas à inteligência humana, a grandes graus de pensamentos… Já estamos vivendo uma era de grande desenvolvimento tecnológico, mas para cada emprego que se fecha pela ruptura digital, 2,6 empregos novos estão se abrindo. São empregos que exigem muito mais da mente humana, muito mais do preparo humano, muito mais do pensamento matemático, que envolve a gestão do presente e do futuro e da gestão da mudança. E as faculdades também estão com problemas, porque estão produzindo legiões e legiões de desempregados para sempre, porque as antigas profissões já não fazem mais sentido. Nós vamos ter um problema muito sério, porque teremos uma ou duas gerações que vão, infelizmente, praticamente durante uma vida inteira, estar desempregados ou com subempregos. Do outro lado vão haver pessoas para quais vai estar sobrando empregos, que nós chamamos de carreiras quânticas. Para que vai ter esses empregos? Para quem está estudando a ponta da inovação digital, que é a inteligência artificial, a internet das coisas. É um momento de ruptura, de mudança, mas é um momento que a gente vai ter que repensar essa nova forma.

NORDESTE: O senhor pode citar algumas profissões dessas carreiras quânticas?
Giardelli: É que na verdade não são profissões que têm um nome. São pessoas que são cross disciplinas. Por exemplo, se você é um cientista social, você vai ter que ser um engenheiro cientista social, nutricionista genômico, médico especializado em realidade virtual. Serão misturadas as profissões. Houve uma época que era apenas as ciências humanas, exatas e biológicas, e agora serão misturadas. É um design mais especialista em nano design, onde se terá que mexer um pouco com nanotecnologia. Não dá para ter um único tipo de especialização, terá que pelo menos duas especialização dessas.

NORDESTE: O senhor pode explicar o que é internet das coisas?
Giardelli: A internet das coisas começou monitorando o transporte de cargas, primeiramente de medicamentos, e depois eles perceberam que poderiam começar a monitorar todos os produtos do mundo. Houve uma evolução, começou a se ver a internet das coisas como um mundo conectado. Calças conectadas, casas conectadas, carros conectados, e o futuro de tudo isso são os robôs sociais. A indústria já acredita que o próximo passo é você ter um mini robozinho com você, que vai ser seu assistente. Haverá mais desses robôs sociais que estão explodindo lá fora, a Toyota acabou de lançar isso. Isso é um pouco da internet das coisas. Tudo isso vai estar na nuvem e conectado a você de alguma maneira. Qual objeto? Cada um vai escolher. Pode ser um relógio inteligente, um robô social, uma jaqueta da Levi’s que está toda conectada.

NORDESTE: Saiu uma pesquisa dizendo que até 2050 as relações sexuais entre humanos e robôs será mais comum do que as relações sexuais entre pessoas. Isso é uma realidade?
Giardelli: Um fabricante de robôs japonês colocou, junto com o governo, que se alguém postasse uma foto com aquele robô insinuando qualquer relacionamento amoroso ou sexual seria multado em alguns milhares de dólares. Na verdade, isso não é culpa da era da robotização. Na verdade, a gente vive em uma era em que parte da sociedade está doente, carente, em uma sociedade extremamente fluida e líquida. As pessoas estão doentes. Teremos que regulamentar e nós já sabemos que já existe uma parte da máfia russa que está trabalhando em alguns lugares do mundo com redes de prostituição de robôs sapiens. Mas a sociedade tem que estar atenta e não admitir esse tipo de coisas, porque qual será a consequência de usar robôs para a prostituição? Qual o tipo de impacto que isso dá na sociedade? Isso é muito pesado.

NORDESTE: Indo para a questão da segurança. A inteligência artificial é usada no Big Data, em agências de espionagem, em publicidade. O que pode ser feito para resguardar a privacidade das pessoas em um contexto onde a inteligência artificial vai ser mais avançada e vai estar mais presente?
Giardelli: Vou te dar um exemplo do que está sendo testado lá fora. Com a entrada de carros autônomos, quando você estiver dirigindo, vai estar com suas mãos livres. Tecnicamente você pode estar navegando, porque o carro já vai vir com internet integrada. Então você estará navegando no seu celular, no seu tablet ou no tablet que vem nos carros elétricos. Com isso, a máquina sabe por onde você está navegando. E você vai passar por um outdoor digital que vai te oferecer uma publicidade de acordo com a sua navegação naquele instante. O que eu quero dizer com isso? Que a privacidade e o tempo são duas das coisas mais caras do mundo atual. Quando você não paga por nada no mundo digital, a mercadoria é você. Quando você está navegando nas redes sociais ou em uma loja online, o site avisa que ele tem políticas de cookies, então você está vendendo a sua privacidade. Claro que a sociedade vai passar por um momento de grande discussão sobre isso, mas eu posso assegurar que vamos ter que mudar nossos paradigmas de privacidade. Porque realmente George Orwell estava certo em 1984, porque a espionagem, toda a área de negócios, está usando desses dados e tentando fazer negócios com isso. Eu acho que é a parte que é negativo. Quem está usando para criar a pós-verdade, para criar máquinas de mentiras é a Rússia. Já se sabe que eles têm milhares de cyber soldados, não sei precisar os números, que ficam criando o que a gente chama de pós-verdade. Então a privacidade, a democracia, são coisas que não se prepararam para a inteligência artificial e para a era da ruptura digital. Vamos ter que avançar nisso, não sei se por leis, se vão ser por acordos globais, é uma forma de repensar o mundo.

NORDESTE: Qual é a grande discussão ética desse novo momento da inteligência artificial?
Giardelli: Estamos vivendo uma mistura do mundo biológico, do mundo digital e real, é possível fazer quase tudo. Por exemplo, a Coréia do Sul já está usando das tecnologias ruptivas para tentar ressuscitar um mamute. Estamos muito próximos dessa nova tecnologia. Quando ressuscitarmos o mamute, vai ser tão emblemático como quando clonamos a ovelha Dolly. A pergunta é: estamos preparados para trazer animais que foram extintos há milhares de anos para viver conosco? Qual é o impacto disso em todos os processos? Num outro estudo feito entre a universidade de Harvard e a universidade de Beijing, já conseguindo manipular o DNA de seres humanos e estão prometendo criar o bebê perfeito, bebês que vão viver duzentos anos. A pergunta é: nós precisamos de humanos que vivam duzentos anos? Nós precisamos de bebês que vão viver toda essa vida? Como disse outro pensador “talvez estejamos chegando em um momento em que vamos ter duas castas de seres humanos: aqueles que vão viver para sempre e aqueles que vão morrer mais cedo com doenças como malária”. Nosso grande desafio ético é distribuir essa tecnologia para toda a humanidade.

NORDESTE: O senhor já citou alguns pontos onde a inteligência artificial é encontrada hoje. Podia falar um pouco mais sobre como ela já existe no nosso dia a dia e quais os países que estão mais à frente nesse processo?
Giardelli: A inteligência artificial já invadiu nosso dia a dia. Há muitos sites usando chatboots, aqueles robôs de chats; os bancos já começam a usar isso de uma certa maneira. Estamos no início de uma revolução. Mas quem está a frente não são países, na verdade, mas o Vale do Silício, que está em uma discussão agora que é assim: cada vez que você usa o Uber, o Netflix, você está pagando dinheiro para o estado-nação. Todas essas empresas que estão no Vale do Silício já usam o conceito de inteligência artificial, de algoritmos. Está sendo criando um poder como nunca visto nessa nova era.

NORDESTE: Isso seria o quinto poder?
Giardelli: É um poder de concentração de poder, como nunca visto, a região do Vale do Silício. Eu vou lá sempre. Quando você tem esse poder é complicado. Isso vem desde a época do império romano. É um novo momento do mundo. Então não dá para ter tanta disparidade nessa nova era.

NORDESTE: O Vale do Silício fica nos Estados Unidos, então podemos pensar que os EUA estão a frente dessa nova revolução ou é uma coisa disseminada?
Giardelli: É uma coisa muito maior do que os Estados Unidos apenas. São Francisco, por exemplo, está sofrendo problemas de desemprego tecnológico, de violência… E São Francisco está próximo do Vale do Silício. Palo Alto, que é onde fica Stanford, e é centro do Vale do Silício, não, vive uma vida plena. Então não é uma questão de país, é uma questão de região. O Vale do Silício está dando saltos muito maiores do que os Estados Unidos. Ele virou um estado-nação. O estado-nação é essa fortuna toda só porque a empresas que estão usando essa inteligência artificial estão ali. E, detalhe: 60% dos engenheiros de inteligência artificial que trabalham no Vale do Silício não são americanos.

NORDESTE: E o Facebook e o Google?
Giardelli: Eles ficam lá também. São do Vale do Silício. Só que eles estão funcionando com 60% dos engenheiros de inteligência artificial que não são americanos. O estado-nação é no Vale do Silício, mas não é de americanos. É do mundo. Está havendo um processo de muito crescimento daquela região que não é americano apenas, é de um estado-nação, que por acaso fica nos Estados Unidos.

NORDESTE: Existem outras regiões assim?
Giardelli: Têm outras regiões tentando. Londres, por exemplo, está tentando dar esse salto. Com a DeepMind que é uma empresa que acabou de ser comprada pelo Google, mas as grandes empresas que estão fazendo a diferença no mundo, e eu até fiz um organograma das empresas que mais valem no mundo, a maioria está no Vale do Silício. Isso é muito preocupante para o mundo. Precisa distribuir essa riqueza que está acontecendo.

NORDESTE: Quer acrescentar alguma coisa?
Giardelli: Eu acho que a gente não pode ter medo da tecnologia. Quando ela estiver sendo usada por toda a sociedade a gente vai ter um mundo com menos fadiga, menos falta de tempo, de mais trabalho, mais saúde e o nosso desafio é distribuir isso para todo mundo.

 

Leia a Revista NORDESTE na íntegra no link abaixo:

REVISTA NORDESTE
 

A Revista NORDESTE também está disponível para download gratuito para IOS e Andraoid.
Google Play: https://goo.gl/2s38d3
IOS: https://goo.gl/WeP5eH

Notícias relacionadas