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Brasil

08/11/2016


Revista NORDESTE: Alagoas, ainda o maior produtor de cana

A Superintendência de Produção da Informação e do Conhecimento (SINC), informou a NORDESTE que o Produto Interno Bruto (PIB) de Alagoas em 2010 era de R$ 27,1 bilhão. No último levantamento do IBGE, em 2013, o PIB havia avançado mais de R$ 10 bilhões. Para o ano de 2011, houve um crescimento de 4,8% em virtude dos resultados exibido pelos setores da Indústria e dos Serviços. Em 2012, crescimento de 1,78%, ocasionado pelos setores dos serviços. Em contrapartida, o setor da Agropecuária obteve resultado negativo. No ano de 2013, o PIB alagoano aumentou em 0,7%, derivado dos comportamentos dos setores dos serviços, entretanto a Indústria apresentou números negativos.


A participação da indústria no PIB em 2013 estava em 17,61%. Em 2011, houve um crescimento de 14,97%, no setor, em virtude de resultados apresentados no subsetor da indústria de transformação, tendo como destaques: os segmentos têxtil e de produtos Químicos. Em 2012, o aumento da indústria foi de 0,73%, impulsionado pelo segmento de extração de minerais não metálicos e, negativamente, o segmento alimentos. No entanto em 2013, a indústria alagoana retrocedeu em 7,93%, derivada ainda da queda no segmento de alimentos. Todavia, o segmento produtos químicos apresentou números positivos.


Vale ressaltar que a cadeia produtiva da Química e do Plástico em Alagoas, reúne hoje mais de 60 indústrias e gera mais de 20 mil empregos diretos. A cadeia vem se tornando um dos principais vetores do desenvolvimento do Estado. Entre as fomentadores do setor estão a FIEA, o Sebrae, Sinplast, ADEDI , ASSEDI e Braskem. Entretanto, em linhas gerais, as indústrias tradicionais contíguas ao segmento Sucro-energético ainda apresentam maior representatividade no Estado ao longo do tempo.


A Agropecuária detinha 10,42% da participação na economia do estado com forte presença da cultura da cana de açúcar, principal cultura agrícola do estado, mas também a presença do cultivo de cereais e da lavoura temporária. A agropecuária tem sofrido com a seca dos últimos anos que tem deprimido o setor devido aos efeitos na produção agrícola e na criação de animais, com crescimento nos custos, tanto para se plantar, quanto para manejo dos rebanhos. No entanto, segundo informações da Conab, em relação a produção da cana de açúcar, além do declínio na área destinada à produção de açúcar e etanol, a estimativa é de queda na produtividade, principalmente em Alagoas e Pernambuco, maiores produtores da região. Reflexo do déficit hídrico e menor manejo das lavouras dos fornecedores. O rebanho do estado em 2013 estava em 1,8 milhão de cabeças, sendo bovino o maior deles, seguido pelos de ovinos, suínos e caprinos. O setor de maior peso na economia ainda é o setor de Serviços, com participação no valor adicionado (valores de 2013) cheganado a 71,97%. Os subsetores com maior força estão voltados para o de alimentação, administração pública e comércio. Durante o período, o estoque de empregos formais no subsetor do comércio se elevou em 22,48%, saindo de 73.722 empregos no ano de 2010 para 89.749, em 2013. 

 

PIB de Alagoas – IBGE (2013)

R$ 37,2 bilhões

Participação no PIB Nacional

0,70%

Participação no PIB per capita

R$ 11.276,59

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