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Brasil

24/11/2016


Revista NORDESTE: Em Sergipe, corredores de hospitais superlotados

Número de Hospitais SUS: 49

Expectativa de Vida ao nascer: 72,1

Mortalidade Infantil: 17,9

Gigantesco e com pretensão de garantir acesso universal à saúde, o financiamento e a gestão de recursos financeiros e humanos são o grande gargalo do Sistema Único de Saúde no Brasil. Em Aracaju, os problemas se repetem com falta de materiais e hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s) e Postos de Saúde superlotados.

Esses gargalos atingem o Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE), maior hospital público do Estado atendendo pelo SUS. Recebe anualmente mais de 160 mil pacientes de Sergipe e estados vizinhos e conta com 3.600 servidores, entre profissionais da saúde, administrativos e serviços gerais.

Segundo a assessora de comunicação do hospital, Katiane Menezes, a superlotação do HUSE é um problema que teria origem na falta de conscientização da população em relação às Unidades de Pronto Atendimento (UPA), às quais eles deveriam se dirigir para receber os atendimentos básicos.

O SUS foi projetado de forma que a atenção básica (postos de saúde, centros de saúde, unidades de Saúde de Família etc.) seja a porta de entrada do sistema de saúde. Após esse primeiro atendimento, o usuário pode ser encaminhado para serviços de maior complexidade (hospitais e clínicas de saúde que funcionam de forma especializada).

O coordenador da Rede de Atenção Primária de Aracaju, Murilo Oliveira, conta que o município possui 43 unidades e um posto de pronto atendimento com clínicos gerais, responsáveis pelos primeiros atendimentos, ainda assim, ele conta, os pacientes preferem buscar auxílio diretamente no hospital, o que ocasionaria a superlotação.

Outro grande problema enfrentando pelo SUS é o subfinanciamento. O Sistema Único de Saúde subfinancia a Saúde Municipal através do Piso da Atenção Básica (PAB) fixo, que estabelece a renda per capita destinada às unidades dos programas criados pela Secretaria Municipal de Saúde e não às unidades físicas de Pronto Atendimento. Envolvido na gestão da saúde pública há 12 anos, Murilo Oliveira conta que é dever do município contribuir anualmente com 15% da arrecadação de impostos para ações e serviços públicos relativos à área de saúde.

A maior parte do financiamento do sistema tem origem no governo federal através do Ministério da Saúde, que aplica metade dos recursos gastos destinados à saúde pública no Brasil. Estados e municípios, em geral, contribuem com a outra metade dos recursos.
 

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