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Brasil

09/07/2014


Revista Nordeste entrevista Aldo Rebelo, ministro do Esporte

Nesta Edição

Na Edição nº91 da Revista Nordeste, em entrevista exclusiva o Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, fala das perspectivas que a Copa do Mundo traz para o Brasil e analisa o atual contexto social. Veja abaixo um trecho da entrevista.

REVISTA NORDESTE – Ministro, enfim, estamos em pleno mês de desenvolvimento da tão esperada Copa do Mundo no Brasil. Tomando por base toda a conjuntura criada na fase anterior, inclusive com protestos, qual a avaliação que o Sr faz dos investimentos na competição e seus efeitos na sociedade brasileira?

O Brasil está aproveitando bem as oportunidades que a Copa do Mundo de Seleções oferece ao país sede. Criamos as condições para que tudo corra bem dentro e fora dos gramados. Ninguém realiza um evento desse tamanho sem enfrentar nenhum problema. O próprio presidente da FIFA reconheceu isso em entrevista a um jornal suíço reproduzida em parte por jornais brasileiros. Blatter disse o seguinte: "Esta é a minha décima Copa do Mundo, e sempre aparecem as mesmas preocupações três semanas antes do início da competição. Na Itália, um dia antes do apito inicial estávamos fixando cadeiras no estádio”.Os nossos estádios estão prontos e já sob administração da FIFA. As obras fundamentais para garantir conforto e segurança durante o torneio também já foram entregues. O que ainda não está terminado continua em execução e ficará como benefício para a população.

NORDESTE – Quando o Governo brasileiro conquistou a condição de sede desbancando os Estados Unidos houve festas e comemorações. Tempos depois, a Copa se transformou na "Geni", lembrando Chico Buarque. O que, no seu entendimento, gerou esse clima?

Vários fatores. O Brasil é protagonista importante nas relações internacionais. Somos a sétima economia mundial, um mercado em crescimento. A Copa do Mundo movimenta bilhões de reais dos governos e da iniciativa privada. Aqui, teremos um acréscimo de R$ 142 bilhões durante o ciclo da Copa. Vamos gerar 3,6 milhões de empregos e atrair novos investimentos nacionais e internacionais. Então, nossos concorrentes, tanto na geopolítica, quando na economia não aceitam que tenhamos uma nota 10 também na organização de grandes eventos. Mas, se não tirarmos 10, vamos conseguir um 9,5.

NORDESTE – Na sua opinião, como o Sr. viu e vê o argumento de que os recursos deveriam ser melhor empregados na Saúde, Mobilidade Urbana, etc? 

Esse é um dos argumentos de quem não quer ver o sucesso da Copa no Brasil. Nem um centavo foi tirado dos orçamentos da Saúde, da Educação, da Segurança para a Copa. Agora, na véspera do torneio, os jornais já reconhecem que o investimento total na Copa do Mundo – R$ 25,6 bilhões – equivale a um mês dos investimentos em educação. As pessoas precisam admitir que as obras não são para a Copa. São para a população, que terá cidades melhores, transporte público melhor, mais empregos e que o Brasil vai arrecadar mais para investir mais em saúde e educação. 

NORDESTE – Quanto, ao final, o Governo brasileiro – através de suas instituições financeiras, investiu na Copa e qual o saldo/efeito concreto em favor do País de agora em diante?

O governo, por intermédio do BNDES, criou uma linha de financiamento para construção e reforma dos estádios. Cada arena teve direito a um empréstimo de, no máximo, R$ 400 milhões. Nem todos usaram esse financiamento, que foi concedido sob as mesmas condições impostas a qualquer outra atividade econômica e será pago dentro dos prazos legais. Além disso, foi executado um programa de renúncia fiscal para operações de compra de matéria prima para obras nos estádios, que não passa de R$ 670 milhões. Os outros investimentos estavam previstos no PAC para as obras de mobilidade urbana. O efeito concreto desses investimentos é a modernização dos nossos sistemas de mobilidade urbana, de segurança, de transporte público.
 

(Leia a matéria completa na edição nº91 da Revista Nordeste, à venda em todas as bancas do país)

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