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Brasil

26/10/2016


Revista NORDESTE: estados-motores perdem impulso com recessão econômica

exclusivo

O Tamanho da Recessão

Por Paulo Dantas

Nordeste começa a sofrer com desaceleração da economia e motores como Pernambuco, Bahia e Ceará perdem impulso. Agronegócio e Turismo se mantêm como alternativas

Apesar de um crescimento expressivo no período de 2003 a 2013, o Nordeste vem perdendo fôlego ao longo de 2014 a 2016. Em parte a causa desse passo mais lento tem sido a recessão que está atingindo o país, além da retração de políticas sociais e econômicas que antes privilegiavam a região, mas agora começam a ser, paulatinamente, restringidas.


Além das dificuldades econômicas, o Nordeste ainda sofre com os fatores climáticos adversos que tem afetado a economia. Mesmo com todas as dificuldades existentes a região mantém sua força no Turismo, devido sua larga faixa de litoral, mas também a belezas de serras, vales e chapadas, festas populares e cultura efervescente. O agronegócio, com a laranja na Bahia, milho e soja no Piauí, uva e manga em Pernambuco, além da cana-de-açúcar movimentam a economia.


No entanto, dados divulgados pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) que faz um apanhado geral da economia brasileira, apontam que o Brasil atravessa a maior crise recessiva desde a década de 1930. Com a provável retração do Produto Interno Bruto (PIB) na casa de 3,5% em 2016. Com isso se prevê no triênio 2014-2016 uma queda acumulada superior a 8% no PIB brasileiro, sendo superior a 12% no PIB per capita. O rápido crescimento do desemprego no país (que deve ultrapassar neste ano o patamar de 12 milhões de desocupados, de acordo com a metodologia do IBGE) é a face mais perversa de um processo de contração do rendimento médio real dos ocupados, atingido também pela inflação elevada e pelo crédito mais caro e mais seletivo. Está em sério risco o processo de inclusão social observado e comemorado no Brasil na primeira década do século. O Boletim de Conjuntura Econômica criado pelo Imesc, sob orientação do seu presidente, Felipe de Holanda, avalia que “uma crise deste tamanho não teria sido produzida sem um forte abalo na confiança empresarial: o investimento agregado do país caiu mais de 20% no triênio. Isso foi agravado pela paralisia decisória que resultou da crise político-institucional em curso. A partir de certo ponto, o abalo de confiança produz um círculo vicioso, em que a retração dos investimentos leva à queda do nível de atividades, que por sua vez reduz a arrecadação. A frustração de receitas é o componente mais grave da crise fiscal brasileira no curto prazo”, pontua o Boletim que continua: “Também é importante observar que muito do ajuste macroeconômico já foi realizado, com a desvalorização do real, a correção tarifária, a revisão dos programas de incentivos fiscais e a reversão do processo de expansão do crédito público. No entanto, um dos aspectos mais preocupantes da atual conjuntura relaciona-se à trajetória da taxa de câmbio. A rápida valorização do real observada nas últimas semanas contribui para a queda da inflação (favorecida pelo forte ambiente recessivo), mas novamente deverá colocar em xeque a indústria doméstica, dificultando a reversão do desemprego.  

PIB da região Nordeste em 2013

R$ 722,3 bilhões

 

PIB per capita

R$ 12.955,00
(45% do PIB per capita nacional)

 

Participação no PIB Nacional

13,6%

 

 

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