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Brasil

03/11/2016


Revista NORDESTE: Maranhão espera recuperação econômica em 2017

Exclusivo nordeste

Por Paulo Dantas

O PIB do Maranhão foi de menos 3,3% em 2015, segundo dados divulgados pelo Instituto Maranhense de Estudos Econômicos e Cartográficos (Imesc). A expectativa é que em 2016 a economia continue em queda e fique em menos 3,2%. A desaceleração se deu em grande parte pelo fraco desempenho da Agropecuária, responsável por uma queda de 1,9%.


A grave seca na região nordeste foi responsável pela quebra da produção graneleira do estado. Além disso, com a interrupção de obras federais como Minha Casa, Minha Vida e a BR-135, a construção civil também foi bastante afetada. Apesar disso, para 2017 o Imesc projeta gradual recuperação, desde que os problemas climáticos sejam superados.


Na agropecuária, em 2016, houve queda nos cultivos de lavoura temporária da soja, arroz e milho. Em 2015 a lavoura obteve crescimento de 9,3%. A indústria teve uma queda acentuada na produção de gás (-19%) e demissões generalizadas nos setores de extração, transformação e construção civil. Em 2015 a retração na indústria já havia chegado em 5,9%. O setor de serviços continua trajetória de queda sinalizada em 2015 (-5%), no primeiro quadrimestre de 2016 chegou a cair 7,3%.


Apesar da cotação das principais commodities brasileiras entrarem num ciclo de queda que se acentuou em 2015, a partir do final do ano passado essas cotações começaram uma substancial recuperação com destaque para minério de ferro, petróleo, soja e alumínio. Entre os principais produtos da pauta de exportação do estado estão a alumina calcinada (a ALCOA decidiu substituir a exportação do alumínio, pelo de alumina calcinada, que tem menor valor agregado, mas consome menos energia na produção), o boi em pé, carnes congeladas, algodão debulhado, ferro gusa, pasta de celulose e ouro. A alumina calcinada foi o principal produto a ser exportado pelo Maranhão no primeiro semestre de 2016, em relação a 2015. A esperança é que a retomada dos preços do minério de ferro e do petróleo decidirão o rumo da balança comercial do Estado neste e no próximo ano.


Em relação ao turismo, a Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur) destacou que o setor registrou o maior crescimento em alimentação. O parque hoteleiro é recente e está com mais de 3.500 leitos disponíveis em São Luís, e os meios de hospedagem estão crescendo no estado inteiro. Há projetos para ampliar a malha aérea com destino ao estado e ações permanentes de promoção e marketing com o objetivo de atrair turistas para o Maranhão, além do anunciou da redução da alíquota de querosene para as companhias aéreas que operam nos aeroportos do estado. A medida intensificou o número de voos dentro do Maranhão. 

 

PIB de Maranhão – IBGE (2013)

R$ 67,5 bilhões

Participação no PIB Nacional

1,27%

Participação no PIB per capita

R$ 9.948,77

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