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Paraíba

23/11/2016


Revista NORDESTE: Na PB, recursos próprios e terceirização da Saúde

Número de Hospitais SUS: 171

Expectativa de Vida ao nascer: 72,6

Mortalidade Infantil: 18,0

Na Paraíba, as críticas ao Sistema de Saúde já foram muito constantes. Geralmente elas são dos deputados que fazem oposição ao Governo, que aproveitam qualquer brecha para apontar erros e vacilos do chefe do executivo. Mas nem todas as críticas são infundadas. Durante muitos anos, a maior unidade de saúde pública do estado, o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, sofreu com corredores lotados. Muitos pacientes também reclamam que certas vezes os usuários são encaminhados para outro hospital, retardando assim o atendimento.

Em 2011, com greve no setor, o governador Ricardo Coutinho (PSB) decidiu contratar a Organização Sem Fins Lucrativos, Cruz Vermelha, para administrar o Hospital de Trauma. Com a medida, o Estado passou a economizar com o hospital, mas sem diminuir os atendimentos e corpo de funcionários. Um ano depois a Organização foi acusada de pagar dívidas com o repasse do estado para o hospital. A terceirização chegou a ser suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado, mas a Cruz Vermelha permanece no Trauma até hoje.

A boa notícia é o programa de expansão da radioterapia na Paraíba. O programa foi destacado em reportagem realizada pelo Jornal Nacional, da TV Globo, que apresentou os obstáculos enfrentados pelos brasileiros que precisam de tratamento contra o câncer pelo SUS.
De acordo com a reportagem, o Nordeste só tem 30% da cobertura de radioterapia recomendada pela Organização Mundial da Saúde, e em muitos Estados o programa de expansão da radioterapia sequer saiu do papel.

A reportagem ressalta que a rádio é fundamental para tratar cerca de 60% dos casos de câncer, e que só a Paraíba está perto de cumprir o cronograma.
Outro passo importante do Governo vem sendo dado no interior do Estado e pode vir a ser um “divisor de águas” na saúde pública da Paraíba, que é a construção do Centro de Oncologia de Patos, o primeiro construído na região do Sertão nordestino.

A abertura da unidade vai proporcionar a cobertura assistencial para uma população superior a 900 mil pessoas, que não precisará mais se deslocar para outros centros e terá um atendimento com qualidade e eficiência. Além disso, o novo Centro de Oncologia vai servir de referência para todo estado, pois será o primeiro serviço direcionado ao tratamento do câncer pertencente à Secretaria de Estado da Saúde a ser instalado.
 

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