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Pernambuco

21/11/2016


Revista NORDESTE: Pernambuco, alta demanda nas unidades de Saúde

Número de Hospitais SUS: 291

Expectativa de Vida ao nascer: 73,0

Mortalidade Infantil: 14,0

O estado conta com o Hospital da Restauração, considerado a maior emergência do Nordeste, todavia a questão da saúde pública em Pernambuco, nos últimos dois anos, foi destaque nacional de forma negativa. Primeiro com a circulação do Zika vírus e, consequentemente, o grande avanço de nascimentos de bebês com microcefalia, e já atualmente o aumento estrondoso de casos suspeitos de chikungunya, que atinge uma grande parcela da população adulta. Dos números totais de casos, tanto de microcefalia, como da chikungunya, Pernambuco apresenta índices muito superiores aos estados vizinhos e, com uma demanda tão grande, não é de se espantar que o Estado enfrente problemas na Saúde. Ainda em 2015 o Ministério de Saúde declarou estado de emergência devido ao surto de doenças arboviroses em Pernambuco, tais como a dengue, o zika e a chikungunya. No decorrer deste ano, foi aprovada uma prorrogação do estado de emergência que acabaria em junho, agora a situação fica estendida até dezembro.

Os problemas com as epidemias estão sendo sentidos nas unidades básicas de Saúde e nos hospitais do Estado, que não estão dado conta da grande demanda. “Entendemos que as arboviroses e a gripe H1N1 são um desafio para as autoridades, mas se não houver planejamento e financiamento, nosso trabalho é comprometido e repercute na assistência à população”, explica André Dubeux, presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremepe). Segundo o médico, a falta de estrutura para atender a pacientes acometidos pelas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti é apenas um dos inúmeros problemas enfrentados pelos profissionais.

O Conselho de secretários de Saúde de Pernambuco lançou uma nota no dia 15 de agosto repudiando as medidas tomadas pela gestão do Governo de Michel Temer. “Os secretários e secretárias municipais de saúde de Pernambuco diante das graves ameaças que pairam contra o SUS se sentem no dever cívico de mobilizar toda a sociedade em defesa da mais avançada política pública de saúde. Política esta que precisa de mais recursos para progressivamente melhorar e atender às necessidades da nossa população”, diz trecho da nota.
 

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