menu

Brasil

27/02/2014


Revista NORDESTE traz um retrato dos índios brasileiros na atualidade

NESTA EDIÇÃO

A edição 87 da Revista NORDESTE traz um retrato da situação dos povos indígenas atuais, que são uma pequena parcela da população, mas lutam para manter suas tradições e costumes vivos, ao mesmo tempo em que buscam assegurar seus direitos

Ao longo de um estreito caminho de terra, se estendem 32 aldeias que compõem a terra dos índios Potiguara, em Baía da Traição, a 79 km da capital paraibana João Pessoa. No lugar de ocas, casas de alvenaria. Carros em algumas garagens reluzem com o forte sol de verão durante a viagem. De vez em quando, um posto de saúde que atende às necessidades mais urgentes dos moradores da região. O principal meio de subsistência é a pesca, a comercialização de frutas e o artesanato potiguara.
Esta é possivelmente a realidade de muitos povos indígenas hoje em dia. Pelo Brasil, é estimado o número de 800 mil pessoas com etnia indígena, cerca de 0,4%. Depois de mais de 500 anos após a colonização europeia no país, manter suas tradições sem esquecer que estão inseridos na contemporaneidade é uma de suas preocupações.


“A gente tem que se apresentar como índio, pois, se a gente jogar nossa cultura e nossa religião fora, não seremos índios completos”, conta o pajé Chico Fogo, da aldeia São Francisco do povo Potiguara. O cacique-geral das aldeias potiguares, Sandro Gomes, é uma espécie de ‘chefe de Estado’, fazendo analogia com nossa organização política. Ele afirma que existe um estímulo constante para que certos aspectos de sua cultura permaneçam, apesar de encontrarem resistência. “Não é só o branco que tem o preconceito com nossa cultura. Nossos próprios filhos e netos às vezes sentem vergonha de usar uma saia, um cocar ou tocar maraca, acham que serão ridicularizados”, lamenta.

Leia a reportagem completa na nova edição da Revista NORDESTE, já em todas as bancas! 

Notícias relacionadas