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Brasil

22/04/2014


“Se for candidato, Tasso vai perder de novo”, diz presidente do PT-CE

Ceará

A disputa pela única vaga para o Senado em 2014 começa a tomar ares de acirramento entre partidos ante a possibilidade de o ex-senador e ex-governador Tasso Jereissati (PSDB) entrar na briga. Apesar de pressionado pela cúpula nacional do PSDB, Tasso ainda não se pronunciou favorável ao pleito. Mesmo assim, o PT instiga que, caso o tucano tope uma nova empreitada eleitoral, sairá derrotado – como aconteceu em 2010, quando o peessedebista disputou cadeira com Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT).

Segundo o presidente estadual do PT, Francisco de Assis Diniz, o partido não mudará de estratégia caso Tasso decida ser candidato. A maioria petista do Ceará decidiu, em encontro de tática eleitoral em março, que a prioridade é eleger o atual deputado federal José Nobre Guimarães para o Senado em 2014. “Quem quer ser vitorioso não tem medo de candidato. Nossa estratégia é a mesma quer o Tasso entre quer não”, afirmou.

De Assis pontuou que a militância petista realizará caravanas no Estado para divulgar o objetivo do partido e reunir correligionários a partir do dia 26 de abril.

“Quem quer ser candidato não pode escolher seus adversários. Cabe a nós escolher nosso candidato, e isso nós já fizemos. Se Tasso vai ser candidato, que bom, que seja”, disse o presidente. “O Tasso já foi derrotado quando tinha 62% das intenções de voto e vai ser derrotado de novo”, completou, referindo-se ao pleito de 2010, quando o ex-senador foi derrotado pela primeira vez em sua carreira política, com duas vagas disponíveis para o Senado.


PCdoB

No Ceará, Tasso é peça fundamental para o palanque do PSDB no Estado, devido à pretensão de eleger o senador Aécio Neves para a Presidência da República. A hesitação do tucano tem preocupado a cúpula do partido e feito Aécio cobrar insistentemente a candidatura do correligionário.

Além do PT, mais um nome para o Senado atinge também o PCdoB, que buscará reeleger o atual senador Inácio Arruda. “Tasso governou o Estado em três ocasiões. É um nome muito forte em qualquer disputa, mas também exigirá um bom debate para a eleição”, afirmou Inácio. Conforme o senador, manter-se no cargo é uma necessidade do partido, que lutará, segundo ele, para aumentar a bancada no Senado. “Existe a reivindicação do PT e a nossa. A do PSDB também é justa”, frisou. “Tem candidato que acha melhor ganhar sem disputa, mas não é o mais interessante”, ressaltou Inácio. Leia mais na 16. 

 

(O povo online)

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