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Brasil

22/01/2015


Seca faz governo Camilo cortar verba para Carnaval

Através de decreto, o governador Camilo Santana (PT) suspendeu o repasse de verbas para as festas de Carnaval deste ano no Ceará. De acordo com nota oficial, divulgada na noite de ontem, a suspensão atinge diretamente recursos que tinham como finalidade patrocinar e apoiar o evento festivo. A suspensão se estende a todas as entidades e órgãos estaduais, mas deixa de fora o Sistema de Incentivo Estadual da Cultura (Siec), lei que apoia através de edital ações como o Festival de Teatro de Guaramiranga.

Ainda conforme a nota, a justificativa para a economia de gastos na área seria para “canalizar esforços e recursos públicos para setores que precisam de atendimento emergencial”.


A assessoria do governador, no entanto, não repassou à reportagem qual seria o montante economizado pelo governo com o decreto.


A medida do governo ocorre no momento em que o Governo Federal e a própria administração estadual realizam contenção de despesas em diversas áreas do orçamento. O anúncio dos cortes orçamentários feito pelo governador Camilo ocorreu ainda na primeira reunião com os secretários no dia 7 de janeiro. Na oportunidade, o secretário da Fazenda, Mauro Filho (Pros), afirmou que as pastas teriam que economizar até 25% do custeio em relação ao ano anterior.


Crise no interior

A medida está em acordo com a recomendação do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) que enviou, no último dia 13 de janeiro, orientação a todos os municípios cearenses para que não priorizem gastos com o Carnaval.

O órgão enviou técnicos para acompanhar processos licitatórios em diversas cidades do interior no sentido de evitar irregularidades. Das 184 cidades, 176 declararam situação de emergência ocasionada pela seca que atinge o Estado há quatro anos, segundo informou o próprio governo na noite de ontem.


Conforme publicação do O POVO na última terça-feira, 20, municípios cearenses reduziram os investimentos nas festas carnavalescas em até 60%, em relação a 2014. A razão alegada foi a diminuição dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e aumento dos gastos com o novo piso salarial dos professores e reajuste do salário mínimo.

 

(D'O Povo) 

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