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Brasil

27/12/2015


“Seguramos a onda na Câmara com muita dificuldade”, diz líder do Governo

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), reconheceu, em entrevista ao jornal cearense O Povo que o governo enfrentou dificuldades inesperadas ao longo de 2015 e que é necessário rediscutir a composição das alianças no Congresso. Segundo ele, o modelo do presidencialismo de coalização faliu. "São 12 anos de experiência, no caso 12 anos de experiência liderados pelo PT. Temos uma aliança grande que não se refletiu na maioria parlamentar. Seguramos a onda na Câmara com muita dificuldade. E precisamos recompor isso, rediscutir isso para 2018", disse.

Segundo Guimarães, até 2018, porém, "a Dilma será presidente e o Michel Temer o vice-presidente. É claro que até lá vamos ter que conviver com todos os partidos que integram a coalização" disse. "Vamos navegar nessas dificuldades, nesse terreno muitas vezes pantanoso do ponto de vista da falta de unidade da base. Temos tirado, muitas vezes, leite de pedra para votar as matérias do interesse do governo e do país, como fizemos em 2015", avaliou.

O parlamentar acredita, porém, que "2016 não tem como ser pior do que 2015. Para mim, foi o ano mais duro, mais difícil e o mais emblemático. É por isso que, no bojo do debate eleitoral, nós temos que discutir as futuras alianças. Estou convencido de que a política de alianças no Brasil precisa ser refeita, requalificada. Do jeito que está, acho que esse modelo faliu", cravou. Para o líder, o próximo ano deverá ser de um certo alivio, já que, segundo ele, existe a expectativa de que a economia comece a se recuperar.

"2016, para mim, será o ano da retomada do crescimento da economia brasileira", disse. "Votamos todas as medidas do ajuste, só faltou a CMPF. Nós vamos discuti-la agora, no começo do ano, fazendo um pacto para isenção das faixas de renda baixa, vinculando à Saúde e aos três entes federados, os municípios, os Estados e a União", afirmou.

Sobre as eleições municipais de 2016, Guimarães enfatizou que o PT cometeu erros, mas que também vem sendo alvo de "um massacre". "Além dos erros graves que o PT cometeu, e nós cometemos erros, foi feita uma campanha brutal em cima do PT, procurando criminalizá-lo. É evidente que nós estamos com a nossa imagem arranhada, reconheceu.

"O processo eleitoral servirá para recompor tudo isso que nós representamos na sociedade brasileira, recuperar o nosso legado, fazermos um debate forte sobre a questão ética e sobre o resultado de 12 anos do governo liderado pelo Partido dos Trabalhadores", destacou.
A meta, sgeudno ele, é lanar o maior número possível de candidatos para disputar o próximo pleito. Não podemos ficar escondidos. Os nossos símbolos, as nossas ideias, a nossa história e os nossos problemas terão de estar todos a nu. Não tem como fugir disso. Por isso que eu considero que o debate será de extrema radicalidade, mas fundamental para recuperar a imagem do PT", avaliou.

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