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Brasil

06/01/2014


Sergipe expõe demandas de terminal marítimo

NESTA EDIÇÃO

Pelo Terminal Marítimo Inácio Barbosa, passam as maiores quantidades de exportações de cimento do Brasil para os Estados Unidos. Ele tem área alfandegada suficiente para o crescimento das transações de fertilizantes e pode ser o ponto central desse ramo na região Nordeste. No entanto, seus administradores acreditam que ele poderia ter uma atuação mais forte, se pudesse receber mais investimentos.

As maiores quantidades de exportação de cimento do Brasil para os Estados Unidos passam pelo Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), conhecido como o Porto de Sergipe. Localizado no município de Barra dos Coqueiros, a cerca de 20 km ao norte da capital Aracaju, por ele, passaram este ano 1,15 milhão de toneladas de carga, mesmo com uma capacidade instalada para operar pouco mais de 2 milhões de toneladas ao ano. 

Esse resultado foi usado como argumento para solicitar ao governo federal mais investimentos para o terminal, de acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Sergipe, Saumíneo Nascimento. “Nossos pedidos foram direcionados na melhoria dos acessos rodoviários e ferroviários ao porto, recursos de dragagem, melhoramento na infraestrutura e adequação dos equipamentos portuários e obras de ampliação das instalações do terminal portuário”, explica.

Hoje, um dos problemas que impede um melhor funcionamento do Porto de Sergipe é a falta de assoreamento para aumentar o tamanho de seu calado. Atualmente, a profundidade fica em torno dos 9,70 metros. Para se ter uma ideia, o Porto de Cabedelo(PB) está fazendo obras para alcançar 11 metros de profundidade e o calado máximo do Porto de Suape (PE) chega a 14,5m. O Porto de Santos (SP), um dos maiores do Brasil, pode receber navios com até 14,9 metros de profundidade.

Inicialmente, o terminal marítimo era operado pelo governo estadual. No ano de 2002, através de um acordo de anuência, foi feita uma concessão entre Governo do Estado, Petrobras e Vale para administrarem o local. “Hoje, o consórcio é operado entre a Vale e a Petrobras, detentoras do Porto, tendo o Estado como orientador de políticas de desenvolvimento, no que se refere às ações a serem desenvolvidas pela duas empresas”, explica Saumíneo.
 

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