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Brasil

16/09/2015


Tecnologia em alta: Bahia, investimento multinacional

Especial II

Iniciativas dos últimos anos mudaram um cenário de pouco investimento em tecnologia, com criação do Parque Tecnológico do Estado, localizado em Salvador. O Parque conta com empresas de peso, como a IBM, Indra Brasil e a Portugal Telecom. Outras iniciativas têm reforçado o desenvolvimento tecnológico no estado como a Jusbrasil que é hoje a maior empresa focada em busca dos diários oficiais dos governo. A força tecnológica da Bahia está na prestação de serviços de tecnologia.

 

Instituto Fraunhofer do Brasil

O Fraunhofer é um instituto de pesquisa, desenvolve tecnologia de mercado para aplicação imediata. É um centro de projeto criado a partir de um convenio entre a UFBA, a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado, e o Instituto alemão de mesmo nome. Entre os projetos desenvolvidos pela Fraunhofer está o RESCUER com foco em gestão em crises de emergência, seja desastre natural ou não. Carol Passos, diretora da Fraunhofer explica que o laboratório também desenvolve um projeto em parceria com o Ministério da Saúde para controle de transplante de órgãos. “O Projeto orienta o Ministério como resolver a fila de transplante e reorganizar os procedimentos”. O Instituto agora está fazendo um modulo novo que avalia órgãos que podem ser armazenados para depois serem transplantados. Além de aporte do Governo Federal, os projetos são financiados pela União Europeia, UFBA e Senai.
 

LSI-TEC nordeste

O laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico tem filiais em Campina, Salvador e São Paulo. Foi criado por alguns professores da USP, e tem desenvolvido processadores avançados. O laboratório é uma boa iniciativa dentro desse contexto. Com o Centro de projetos dentro da UFBA, o laboratório tem uma associação muito próxima com o Senai/Cimatec. Os projetos estão voltados para a engenharia de software, desde a concepção até a implantação.
Uma das atividades é o desenvolvimento de microchip, igual ao da Intel, que permite que a maioria dos computadores possam rodar. “Fazemos o projetos e mandamos para uma fábrica produzi-lo. A LSI não faz comercialização do produto, apenas projeto de pesquisa e desenvolvimento”, conta o professor André Abreu, gerente da área pesquisa em desenvolvimento da LSI TEC. O laboratório também tem projetos na área de mídia, TV, grupos de pesquisas, realidade virtual, mobilidade e acessibilidade com cadeira de rodas, além de segurança.
A empresa tem aporte do Governo Federal e desenvolve um projeto junto com BNDES, e o Governo da Bahia (Projeto Mercúrio) para internet de banda larga para zonas rurais. A ideia é utilizar a faixa de TV, para transmitir sinais de internet. Há ainda um projeto que já está em funcionamento onde um sinalizador acusa onde ocorreu falha em linhas de transmissão de energia elétrica, diminuindo o tempo de busca das equipes de reparo.
 

Leia a primeira parte do especial

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